Mostrando postagens com marcador Natal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Natal. Mostrar todas as postagens

domingo, 11 de junho de 2023

Parque das Dunas: conheça a sua história e as suas belezas

Natal é uma cidade que guarda uma série de belezas. São praias, dunas, monumentos históricos e cenários capazes de fascinar moradores e visitantes. Entre eles, está o Parque das Dunas, que oferece um incrível contato com a natureza e muitas atrações especiais.

Para quem aprecia um piquenique, uma boa trilha ou programas culturais, o que não faltam são opções de divertimento e lazer no local. E como se esse já não fosse um bom motivo para conhecê-lo, saiba que o parque ainda é responsável por dar um show de consciência ambiental. Quer saber mais sobre seus encantos? Confira!

História

O Parque das Dunas foi criado em 1977 e, desde então, vem atingindo seu objetivo de ser um espaço para preservação ambiental, além de área de estudos científicos e de ecoturismo e lazer. Hoje, ele é considerado o maior parque urbano sobre dunas do país, com uma área de 1.172 hectares.


Biodiversidade

Com vegetação característica da Mata Atlântica, Caatinga e Tabuleiro litorâneo, o parque conta com uma biodiversidade riquíssima, identificada em sua flora e fauna. Praias, dunas, mata e floresta atlântica compõem as paisagens do lugar, que possui grande variedade de plantas e espécies de árvores.


Faixas de Zoneamento

O parque é dividido em cinco zonas diferentes, cada uma com um objetivo específico. São elas: a zona primitiva, a zona de uso extensivo, de uso intensivo, de recuperação e de uso especial. No geral, elas são elencadas de acordo com o nível de intervenção do homem no ambiente. Isso facilita a organização de estudos, pesquisas e, principalmente, a conservação da biodiversidade.

Atrações

Já deu para notar que existe muito para ver e fazer nesse reduto natural, não é mesmo? Mas se você quer algumas sugestões para se inspirar, aí vão dicas incríveis:

Trilhas

Fazer uma trilha no Parque das Dunas é ter a chance de ver de perto toda a diversidade do ecossistema local. E existe opção para todos! O parque oferece três possibilidades de trilhas – Ubaia Doce, Peroba e Perobinha. Cada uma delas é adequada para um estilo de visitante, do mais preparado fisicamente até o sedentário e crianças pequenas. As trilhas levam a um mirante com vista para as praias e Morro do Careca. Para participar, é necessário fazer o agendamento prévio, através de e-mail ou telefone.

Piquenique

Se a ideia é reunir a família ou os amigos e curtir um piquenique ao ar livre, desfrutando de tranquilidade e ar puro, saiba que esse é o lugar ideal. Basta levar a cestinha e aproveitar a área de piquenique do Bosque dos Namorados, que é o setor de uso público do Parque das Dunas. Para quem não quer levar o lanche de casa, vale lembrar também que existem restaurantes no local.

Exposições e pesquisa

No Centro de Pesquisa é possível saber mais sobre a fauna e a flora do parque e ainda visitar a sala de exposição. Um bom programa para quem, além de passear, gosta de se informar e aprender sobre temas relacionados a questões ambientais. Os grandes admiradores da natureza podem, inclusive, solicitar mudas de espécies nativas da Mata Atlântica. Para fazer a solicitação, é preciso enviar um e-mail para o parque, com informações sobre quantidade e espécie desejada.

Corrida e caminhada

Um espaço tão grande e privilegiado é o cenário perfeito para quem gosta de praticar exercícios ou apenas caminhar tranquilamente, admirando a paisagem. Vale a pena se deixar surpreender pelas belezas que for encontrando pelo caminho.

Não vê a hora de fazer uma visita ao Parque das Dunas? Ele fica localizado no bairro Tirol e funciona de terça a domingo, das 8 às 18 horas. A entrada custa R$ 1,00 e crianças de até cinco anos, idosos e escoteiros uniformizados não pagam. Bom passeio!

Cidade Alta | O primeiro bairro da cidade de Natal (RN)

O local da futura cidade de Natal foi escolhido por estar em um terreno alto e firme, na margem direita do rio Potenji. Na Praça André de Albuquerque, localizada no bairro, o Pelourinho e a Igreja Mãe foram inaugurados em 1599, com a celebração da primeira missa. Este local foi a primeira rua da cidade que se chamava Rua Grande. Nesta seção, a cadeia foi elevada, com o Senado da Câmara e a casa do governo. Havia também a administração fiscal, mais tarde Real Erário, e algumas igrejas, que ainda existem hoje, que constituem o local histórico de Natal, entre as quais se destacam a Igreja Nossa Senhora da Apresentação e a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.

Somente na segunda metade do século XIX a calçada apareceu nas ruas do bairro. Depois da Rua Grande, a segunda maior rua da Cidade Alta era a Rua Santo Antônio, mais popular por sua população e proximidade com a fonte do “rio de beber água” ou Baldo.

A história deste bairro é muito confusa com a da cidade, pois cresceu muito lentamente nos primeiros séculos de existência. Segundo Luís da Câmara Cascudo, foi o prefeito Omar O’Grady quem colocou o Natal no caminho do século XX, substituindo o aterro colonial pelo pavimento de paralelepípedos da Avenida Junqueira Aires. Em 1935, o prefeito Miguel Bilro estendeu a Avenida Rio Branco para Ribeira, através de Vila Barreto. No século XX, inicia-se o processo de verticalização da cidade de Natal, com a destruição de antigas mansões e a memória arquitetônica do bairro e, consequentemente, da cidade.

O bairro Cidade Alta possui uma grande área comercial, principalmente ao longo da Avenida Rio Branco e Avenida João Pessoa, ruas divididas principalmente por lojas e varejistas dos mais variados tipos e sedes regionais de grandes instituições financeiras. Algumas lojas famosas presentes no bairro são C&A, Lojas Riachuelo, Lojas Americanas, Lojas Marisa e Leader (incluindo a última a maior cadeia de lojas do Nordeste localizada no bairro). Além de ser a sede da Prefeitura de Natal e da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte

Também encontramos nas ruas do bairro vários prédios do período colonial, muitos deles preservando as características do Portugal colonial. Temos também vários prédios que foram a sede dos momentos mais importantes da história do Estado, como a antiga sede do governo, a casa do presidente João Fernandes Café Filho, a Igreja do Galo e o Solar da Bela Vista, onde danças majestosas ocorreram na época da Segunda Guerra Mundial, quando Natal serviu como Base Aérea Americana.

sábado, 3 de junho de 2023

Via Costeira de Natal: Uma excursão à parte cheia de atrativos

Via Costeira é como popularmente é chamada a Avenida Senador Dinarte Mariz, na cidade de Natal. Ela naturalmente chama a atenção de todos que passam pelo local não apenas pela sua extensão, mas também pela sua beleza. Esta via expressa faz a ligação entre a zona sul e a zona leste de Natal, no Rio Grande do Norte.

Além de uma bonita avenida, esta via guarda algumas belezas bem particulares e tornou-se acesso para muitas praias da capital potiguar. Veja mais detalhes sobre tal e o que pode ser conhecido enquanto você estiver pela cidade.

Complexo hoteleiro da via costeira de Natal

Por toda a extensão da Via Costeira de Natal e todo Rio Grande do Norte você poderá encontrar dezenas de opções de hotéis de luxo e categoria mediana. Algumas das principais redes hoteleiras se encontram nesta parte de Natal e a maioria deles oferece apenas pacotes com serviço all inclusive.

Se o que você busca para sua hospedagem é um hotel confortável, que oferece um luxo considerável, sem se preocupar com gastos excedentes, além de uma vista incrível e única, não deixe de conhecer algumas opções de hospedagens. Veja alguns exemplos de hotéis da Via Costeira: Serhs Natal Grand Hotel: Resort, Ocean Palace Beach Resort & Bungalowsm, Pirâmide Hotel, Hotel Praia da Costeira, Imirá Plaza Hotel, entre outros.

Parque Estadual das Dunas de Natal

Em toda a Via Costeira, sempre do lado oposto ao da praia, você poderá observar muitas dunas e terrenos de vegetação conservada. Apesar de não existir um destaque para tal, esta zona pertence ao Parque Estadual das Dunas de Natal. A área é utilizada para pesquisas, estudos e desenvolvimento de projetos voltados à manutenção da biosfera.

Praia e Sol

Toda a extensão da Via Costeira você poderá aproveitar a praia que recebe o mesmo nome dessa grande avenida. O local é bastante tranquilo e a maioria das pessoas que frequentam este litoral é de hóspedes que estão por aqui. A Via Costeira também é a continuação da Praia de Ponta Negra e da Praia da Mãe Luiza, duas outras partes litorâneas muito populares de Natal.

Área Especial de Interesse Turístico

Foi chamada dessa forma, a área que mais recebe fluxo de turistas durante o ano em Natal. Ao todo, a Área Especial de Interesse Turístico abrange sete pontos diferentes da cidade e por esse motivo recebe vigilância e segurança por 24 horas. São 23 câmeras instaladas controlado toda a movimentação de pessoas e do trânsito desse lugar.

domingo, 14 de maio de 2023

Ribeira é um bairro histórico da cidade de Natal, no estado do Rio Grande do Norte.

Ribeira é um bairro histórico da cidade de Natal, no estado do Rio Grande do Norte.

Inserido na zona leste da cidade, o bairro compreende duas áreas (utilizada pelo setor imobiliário): a Ribeira Histórica (parte baixa do bairro) e o Alto da Ribeira (parte alta do bairro). Depois de uma série de ações promovidas para a revitalização do bairro, o mesmo está recebendo diversos investimentos, principalmente a instalação de vários arranha-céus na região tais como o edifício Mirante João Olímpio Filho, o maior da cidade. Tal fenômeno é atribuído pela Lei de Operação Urbana da Ribeira, de 1997, que foi revisada em 2007. Esta lei concede uma série de benefícios fiscais e construtivos a fim de reabitar o bairro, restaurar prédios históricos e atrair novos investimentos.

A Ribeira faz limite com o rio Potenji (ao Oeste), os bairros de Santos Reis e Rocas (ao Norte), Tirol, Petrópolis, Rocas (ao Leste) e Cidade Alta (ao Sul).

O bairro abriga tradicionalmente dezenas de repartições públicas, notadamente a sede estadual da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Norte (Datanorte), Junta Comercial do Rio Grande do Norte (Jucern), Juizado Especial Cível, Fundação Procon, sede da Delegacia Regional do Trabalho (DRT-RN), Central de Atendimento ao Contribuinte da Receita Federal (CAC-RN), Instituto Técnico-Científico de Polícia (ITEP-RN), Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), além de agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

História

O historiador potiguar Câmara Cascudo explica assim a origem do nome do bairro:

"Ribeira porque a praça Augusto Severo era uma campina alagada pelas marés do Potengi. As águas lavavam os pés dos morros. Onde está o Teatro Alberto Maranhão, tomava-se banho salgado em fins do século XIX. O português julgava estar vendo uma ribeira. O terreno era quase todo ensopado, pantanoso, enlodado. Apenas alguns trechos ficavam a descoberto nas marés altas de janeiro.”

A Rua Chile tem significativa importância histórica no bairro. Atualmente é cenário de importantes eventos culturais. A Ribeira é berço de importantes personalidades natalenses. Lá viveram Café Filho, Câmara Cascudo, Henrique Castriciano, Ferreira Itajubá, Zé Areia, Pedro Velho, Newton Navarro, Aderbal de França, Erasmo Xavier e Januário Cicco, entre outros.

A Ladeira da Marpas (ao fundo) na Av. Gustavo Farias marca a divisão entre a Ribeira Histórica (parte baixa) e o Alto da Ribeira (parte alta).

Praça Augusto Severo, conhecida popularmente como "Largo do Teatro", localizada na Ribeira Histórica.

Mas em 1838, lá existiam somente quatro ruas: a rua do Aterro, a rua Duque de Caxias, a rua Silva Jardim e a rua da Alfândega. A primeira é hoje conhecida como Junqueira Aires, enquanto a rua da Alfândega tornou-se rua do Comércio e desde 1932 é chamada de Rua Chile.

A Ribeira é o segundo bairro de Natal. No início, era conhecido como Cidade Baixa, em oposição ao bairro mais antigo, a Cidade Alta.

A partir de meados do século XIX, consolidou-se o comércio na região, de artigos que chegavam e partiam pelo rio Potenji, em uma relação negocial dominada por Pernambuco. Mais tarde, essa vocação da região para centro de comércio de mercadorias pelos navios se consolidaria com a conturbada construção do Porto de Natal.

Entre 1869 e 1902, a sede da Administração Provincial funcionou na Rua do Comércio (atual Rua Chile), na Ribeira, retornando em seguida para a Cidade Alta.

Em 1897, quando Natal só tinha os bairros da Ribeira e da Cidade Alta, Olympio Tavares, então vice-presidente da Intendência Municipal, fez realizar o primeiro censo demográfico da cidade, que apontou a existência de 2.800 moradores, na maioria solteiros e analfabetos. Outros censos foram depois realizados, sem jamais registrar população superior a esta.

Em 1905, foi inaugurada a Praça Augusto Severo, em homenagem ao norte-riograndense pioneiro da aviação morto no acidente do dirigível Pax. Alguns anos mais tarde, ela receberia estátuas de Nísia Floresta e do próprio Augusto Severo. Por duas vezes, em 1930 e em 1933, um balão dirigível de fabricação alemã, o Graf Zeppelin, sobrevoou Natal e jogou homenagens para o aeronauta potiguar sobre a praça que levava seu nome.

A praça recebeu melhorias e tornou-se importante ponto de encontro. Ao seu redor foram construídos prédios tradicionais, como o Teatro Carlos Gomes (hoje Teatro Alberto Maranhão), o Cine Polytheama (primeiro cinema de Natal), a Antiga Escola Doméstica de Natal, o Grupo Escolar Augusto Severo (que também foi sede do Atheneu e da Faculdade de Direito), o Colégio Salesiano São José, a Estação Rodoviária de Natal (hoje transformada em museu), e a Estação da Great Western.

No início do século XX, foi o primeiro bairro de Natal a receber iluminação pública.

Nos anos 1940, funcionava no bairro o mais importante hotel da cidade, o Grande Hotel, que hospedou importantes personalidades durante a Segunda Guerra Mundial. O bairro foi o núcleo do comércio da cidade, até perder espaço, após a Guerra, para a Cidade Alta e o Alecrim.

Em 1966, começaram a circular as balsas que faziam a travessia Natal-Redinha.

Em 1983, foi concluída a drenagem e o esgotamento sanitário do bairro, e em 1990, passou a integrar a Zona Especial de Preservação Histórica, juntamente com o bairro de Cidade Alta.

Na década de 1990, um projeto de revitalização incluiu a recuperação das fachadas dos imóveis da Rua Chile, e a ampliação da iluminação e do calçamento.

Teatro Alberto Maranhão, na Ribeira

- O Circuito Histórico, Turístico e Cultural da Ribeira compreende trinta atrações. Dele fazem parte.

- Teatro Alberto Maranhão: um dos prédios mais belos da capital potiguar, teve sua construção iniciada em 1898. De estilo art-nouveau, é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Rio Grande do Norte.

- O Centro Cultural Casa da Ribeira: ambiente que compreende uma sala de teatro, uma sala de artes visuais e uma sala de convivência, onde ocorrem saraus, conferências e lançamentos de livros.

- A Rua Chile: de noite agitada, local de eventos como o festival Música Alimento da Alma (Mada) e o Encontro Natalense de Escritores (ENE).

- O Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão: inaugurado em 2008, no prédio do antigo Terminal Rodoviário de Natal.

- As casas de personagens importantes do bairro, como a do ex-presidente Café Filho, a do poeta Ferreira Itajubá e a do médico Januário Cicco.

- A Praça Augusto Severo, e os monumentos e prédios históricos ao seu redor.

- O Circuito Cultural Ribeira, evento realizado com o intuito de atrair frequentadores para o bairro por meio de atrações culturais.

- Metade dos imóveis da Ribeira tem finalidade residencial e um terço dos domicílios é alugado.

Entrada do Porto de Natal, na Ribeira

Das 620 empresas lá estabelecidas em 2006, cerca de 42% dedicavam-se ao comércio (sobretudo o varejista), 34% aos serviços e 24% à indústria.

O rendimento mensal médio dos moradores da Ribeira era de 11,29 salários mínimos em 2000, maior do que a média do município de Natal e da Região Administrativa Leste. No entanto, quase a metade da população vive em domicílios com renda de até cinco salários mínimos.

No bairro está localizado um assentamento precário: a Favela do Maruim, que reúne 572 pessoas em 143 edificações.

domingo, 7 de maio de 2023

Saiba a história da Ponte de Igapó, que divide a Zona Norte das demais partes da cidade Natal/RN


A famosa Ponte de Ferro de Igapó foi uma construção muito importante do ponto de vista econômico para a Natal do início do século XX. Ela teve o papel de facilitar a ligação do comércio da capital com o interior do Rio Grande do Norte, quando da continuação da construção de uma linha férrea para transporte de mercadorias como açúcar e algodão.

Esse comércio, no século XIX era feito a partir do Rio Potengi, com as embarcações partindo de Natal e passando pelas cidades que o margeavam. A construção da linha férrea e consequentemente da ponte, de “resultaram de uma escolha deliberada da elite políticoadministrativa da província, a partir de 1889, do estado do Rio Grande do Norte, no sentido de reforçar o papel de Natal como capital, ao integrá-la com o interior” (TEIXEIRA, 2015). 

A ponte foi desativada em 1970, quando da construção de outra ponte, mas de concreto, que comportaria o fluxo de veículos automotivos.

Nos dias de hoje, a antiga Ponte de Igapó continua presente na visão de quem faz o translado entre as duas porções territoriais de Natal separadas pelo Rio Potengi – em outras palavras, da conhecida Zona Norte em direção às outras regiões da cidade e vice-versa.

Ela serve atualmente como ponto turistíco da cidade, principalmente para quem vem de outras cidades, já que quem passa por ela todos os dias já se acostumou com a obra de arte. Suas condições estruturais estão precisando de reforma, coisa que ainda não entrou na lista de prioridades do Governo do Estado.

Conhecida como Ponte do Potengi, foi inaugurada em 20 de abril de 1916. A ponte de aspecto elegante media a extensão total de 550 metros, sendo, na época, a maior ponte do Norte e Nordeste do Brasil. Sua superestrutura metálica comportava nove vão de 50 metros, e um vão de 70 montados sobre colunas, sólidas e resistentes. Permaneceu a ponte sendo utilizada, durante mais de 50 anos, como único elo de ligação entre a Capital e os municípios do norte do Estado.

Tudo começou com as Capitanias Hereditárias quando o Rei de Portugal Dom João III, em 1530, dividiu o Brasil em lotes. As terras que hoje compreendem ao Rio Grande do Norte couberam a João de Barros e Aires da Cunha. A primeira expedição portuguesa aconteceu cinco anos depois com o objetivo de colonizar as terras. Antes disso, os franceses já aportavam por aqui para contrabandear o pau-brasil. E esse foi o principal motivo do fracasso da primeira tentativa de colonização. Os índios potiguares ajudavam os franceses a combater os colonizadores, impedindo, a fixação dos portugueses em terras potiguares.

Passados 62 anos, em 25 de dezembro de 1597, uma nova expedição portuguesa, desta vez comandada por Mascarenhas Homem e Jerônimo de Albuquerque, chegou para expulsar os franceses e reconquistar a capitania. Como estratégia de defesa, contra o ataque dos índios e dos corsários franceses, doze dias depois os portugueses começam a construir um forte que foi chamado de Fortaleza dos Reis Magos, por ter sido iniciada no dia dos Santos Reis. O forte foi projetado pelo Padre Gaspar de Samperes, o mesmo arquiteto que projetou a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação.

Concluído o forte, logo se formou um povoado que, segundo alguns historiadores, foi chamado de Cidade dos Reis. Depois, Cidade do Natal. O nome da cidade é explicado em duas versões: refere-se ao dia que a esquadra entrou na barra do Potengi ou a data da demarcação do sítio, realizada por Jerônimo de Albuquerque no dia 25 de dezembro de 1599.

Com o domínio holandês, em 1633, a rotina do povoado foi totalmente mudada. Durante 21 anos, o forte passou a se chamar Forte de Kenlen e Natal, Nova Amsterdã. Com a saída dos holandeses, a cidade volta à normalidade. Nos primeiros 100 anos de sua existência, Natal apresentou crescimento lento. Porém, no final do século XIX, a cidade já possuía uma população de mais de 16 mil habitantes.

domingo, 30 de abril de 2023

Natal/RN lidera os dez destinos mais procurados pelo turismo brasileiro

Natal, capital do Rio Grande do Norte, está entre os dez destinos mais procurados pelo turismo brasileiro e internacional.

Sol, mar, diversão e pé na areia têm sido o desejo de milhares de turistas mundial, principalmente no verão, com a retomada do turismo após a crise da pandemia.

Com um cenário diverso, com paisagens naturais, Natal figura em #1, essa semana, no topo da mais recente pesquisa de viagem da plataforma brasileira Buson, de busca de passagens.

Segundo a pesquisa, Natal e Fortaleza (CE), respectivamente, lideram o ranking das cidades mais procuradas para viagens em 2023, seguidas pelas também cidades de praia, Ubatuba (SP), Florianópolis (SC), Matinhos (PR) e Guarujá (SP). Completam a lista Morretes (PR), Ilhabela (SP), Paraty (RJ) e Bertioga (SP).

Os dados apontam que a alta procura acontece principalmente durante os feriados, quando a Cidade do Sol apresenta um variado leque de atrações em sua agenda, com apoio dos maiores hotés e resorts da Via Costeira, Ponta Negra e Praia do Meio, somando-se as atrações das cidades litorâneas Tibau do Sul, onde temos a Praia de Pipa, famosa mundialmente, Genipabú, cenário de novelas como Tieta e O Clone, Maracajaú, o caribé brasileiro, e Touros.

O titular da Secretaria Municipal do Turismo de Natal, Fernando Fernandes disse que esse número é resultado de um trabalho feito a várias mãos. 

“Natal se preparou para a retomada das atividades turísticas em 2023 com trabalho intenso de divulgação do poder público em parceria com entidades do turismo, como ABIH e Receptivos, além das instituições como Fecomércio, Sebrae e Fiern na preparação do Turismo Seguro, do qual Natal é exemplo. O resultado é um turístico muito bom, com destaque para a alta temporada”, pontuou. 

Segundo o secretário, os números de ocupação estão acima de 86%.

O gestor destacou ainda que Natal tem muitos atrativos além da geografia e belezas naturais, que a faz ser sucesso entre todo mundo. “Uma das vantagens de Natal com relação a outras cidades vizinhas é a quantidade e diversidade de hotéis. O turista que vem para Natal tem onde se hospedar. Desde hotéis seis estrelas a pequenas pousadas e pequenos hotéis, um leque de quase 27 mil leitos. Somos a maior cidade nordestina em leitos hoteleiros disponíveis”. 


ATRATIVOS

A maior parte do turista que chega a Natal busca praias, sol e gastronomia. A orla urbana de Ponta Negra, onde se concentram  grande parte de bares e restaurantes, é um dos locais mais movimentados. A Zona Sul teve um investimento da Prefeitura na requalificação da avenida Praia de Ponta Negra, com quase 1 km de alameda e melhorias paisagísticas.

A cidade também possui passeios pelo Rio Potengi e o Centro Histórico recuperado, com destaque para o Beco da Lama e Espaço Ruy Pereira. “Esses espaços valorizam o turismo histórico e cultural, também podemos incluir a abertura dos equipamentos como a Pinacoteca e a Fortaleza dos Reis Magos”.

quarta-feira, 26 de abril de 2023

CONHECENDO O BAIRRO | Cidade da Esperança, Natal (RN)


O bairro Cidade da Esperança está localizado na Zona Oeste de Natal, no Rio Grande do Norte, e é o primeiro conjunto habitacional da cidade, construído na década de 1960, pelo então Governador Aluízio Alves. A construção do conjunto foi uma experiência pioneira na América Latina, transformando-se em modelo de habitação popular. O bairro, com mais de 50 anos de história, leva em seu nome a propaganda política da oligarquia Alves, interesse estrangeiro, e as demandas da sociedade do período. 

As demandas sociais relacionavam-se com o crescimento populacional, decorrente de migrações constantes das cidades do interior para a capital, combinada à especulação imobiliária e às reivindicações por moradias. Em termos políticos, o nome do bairro, por exemplo, faz referência direta às campanhas de Aluízio Alves e seu jingle “Marcha da Esperança”, com objetivo de vincular o empreendimento à gestão do governo. 


Em relação aos interesses estrangeiros, o bairro foi construído com recursos nacionais, vindos da SUDENE e internacional, assegurado pelos Estados Unidos através do programa “Aliança para o progresso”. Esse programa visava investir em países subdesenvolvidos com o intuito de conter a suposta ameaça comunista na América Latina.

domingo, 24 de abril de 2022

Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte: por que conhecer?


Não é só de praias que Natal é feita. Além dos muitos atrativos que já conhecemos, a cidade também abriga espaços de lazer e aprendizagem capazes de proporcionar um ótimo passeio. É o caso do Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, um parque ecológico que merece estar no roteiro de quem visita a capital potiguar.

Com atividades para todas as idades, o parque é perfeito para um contato próximo com a natureza e para aqueles que curtem programas culturais. Quer saber mais sobre ele? Então, confira abaixo!

História

O Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte foi projetado por ninguém menos que Oscar Niemeyer e inaugurado em 2008. Desde então, vem sendo uma importante unidade de preservação, além de promover constantemente a educação ambiental. Seu nome foi dado em homenagem a Nivaldo Monte, antigo Administrador Apostólico de Natal.

Estrutura

Com 136 hectares de mata preservada, o local é tão grande que abrange três bairros natalenses — e para que moradores e turistas possam usufruir do que ele tem a oferecer, o parque conta com uma estrutura caprichada.

Estacionamento, biblioteca, auditório, espaços para passeio e descanso, um mirante e um centro de educação ambiental estão entre os ambientes que compõem o cenário. Com relação à alimentação, há uma lanchonete disponível no parque, mas também é possível levar sua própria comida.

Atrações

Atrações não faltam para quem deseja separar um dia pra explorar o Parque da Cidade. Elas vão desde a prática de esporte até a apreciação da bela vista do mirante. Tudo isso, claro, rodeado por uma natureza exuberante. Veja algumas opções de atividades:


Trilhas

No total, são nove trilhas que podem ser acessadas. Cinco delas são pavimentadas e têm banheiros, área de descanso e bebedouros. Cada uma tem um tamanho diferente, indo de 220 metros (Trilha da Torre) a 1.360 (Trilha Pau-brasil), e podem ser visitadas todos os dias.

Já as quatro trilhas restantes são naturais. Elas são percorridas na mata e oferecem uma experiência de maior contato com a fauna e a flora da região. A mais leve delas tem 280 metros (Trilha do Campo), enquanto a mais longa é de 1.600 metros (Trilha Embaúba). Para conhecê-las, é necessária a companhia de um guia, por isso, só estão abertas aos sábados pela manhã e precisam ser agendadas com antecedência.

Passeios de bicicleta

Caminhar pelo parque é uma ótima pedida, mas fazer um passeio de bicicleta pode ser igualmente interessante. Por lá, existe a opção de alugar uma bike e percorrer o espaço pedalando, o que é ótimo para conseguir conhecer as trilhas pavimentadas em menos tempo e curtir um momento de imersão na natureza.

Museu e biblioteca

Os admiradores de história, arte e cultura, em geral, também encontram ótimas surpresas. A biblioteca tem um bom acervo de autores da cidade e uma temática com muita ênfase no meio ambiente. Já o museu pode ser considerado uma atração imperdível! Ele mostra a história de Natal desde o período pré-histórico até os tempos atuais.

Mirante

Que tal finalizar o passeio ganhando uma vista diferente e privilegiada de Natal? É o que oferece o Memorial Natal, onde está localizado o mirante do Parque. A torre que abriga a atração tem 45 metros, pode ser acessada por elevador e, lá de cima, a cidade é contemplada por um belo ângulo. Seu funcionamento é de quinta a domingo, das 15h às 17h30.

Cheio de boas possibilidades, o Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte é mais um dos cantinhos que merecem ser vistos em Natal. Para não perder a oportunidade, vale lembrar que o lugar está aberto de domingo a domingo (inclusive em feriados), de 5h da manhã até as 18h. Para melhorar ainda mais, a entrada é gratuita.

O que achou da sugestão? O Parque da Cidade entrou de vez no seu roteiro? 

terça-feira, 15 de março de 2022

Natal, melhor destino para suas férias!!!


Os 400 quilômetros de costa de Natal e arredores, emoldurados por dunas, recifes, falésias e piscinas naturais, fazem da capital do Rio Grande do Norte um dos destinos mais procurados do país. Junte-se a tudo isso passeios de bugue, rústicas vilas de pescadores, natureza preservada, noite agitada e sol quase todos os dias do ano. Resumo: férias perfeitas!

Natal foi fundada pelos portugueses no século 16, com a construção do Forte dos Reis Magos. A fortaleza, com formato semelhante ao de uma estrela de cinco pontas, é um dos principais cartões-postais da cidade. Além de guardar canhões e muitas histórias, descortina uma bela vista das praias urbanas da capital potiguar.

A mais procurada é Ponta Negra, concorrida durante o dia em função de seus quiosques; e badalada quando o sol se põe por reunir alguns dos melhores bares e restaurantes locais. Em muitos deles, o cardápio é repleto de delícias típicas da culinária regional à base de frutos do mar, carne-de-sol, feijão verde, arroz-de-leite...

Seguindo para o litoral Norte, os destaques são as dunas de Genipabu e as lagoas de Jacumã e Pitangui, onde são praticados o esquibunda e o aerobunda. Ao Sul, as tranquilas praias da região levam à vila de Pipa, a 90 quilômetros.

Quando o assunto é compras, os mercados de artesanato espalhados por Natal oferecem peças em madeira, tecido e vidro. No Centro de Turismo, um casarão onde funcionou a cadeia pública, os destaques são os delicados bordados em renda de labirinto e os coloridos trabalhos em cerâmica.

domingo, 9 de janeiro de 2022

Natal é o destino mais procurado por turistas para o verão, diz Ministério do Turismo


Parte de minha família de Goias desembarcou em Natal em janeiro deste ano com mais oito pessoas entre família e amigos para aproveitar o verão. Pela primeira vez na cidade, eles acreditam que agora em 2021 a capital potiguar tem mais gente nas praias do que há quatro anos, quando tentaram vir e desistiram.

O Ministério do Turismo apontou Natal como a cidade mais procurada como destino para o verão de 2022 em todo o Brasil. Claro que isso pode e deve mudar a cada mes. Entrertanto Natal não sai do top 5, o que nos mostra o grande potencial no turismo na cidade mais charmosa do Nosdete.

A Pesquisa de Sondagem Empresarial é feita com agências e organizações de viagens com base em clientes que procuraram por pacotes. O Ministério do Turismo realiza também sondagens com os meios de hospedagem.

Segundo essa pesquisa, 46,4% dos viajantes em potencial procuraram informações sobre destinos de sol e praia, um número bem superior ao segundo lugar, de lugares culturais e de patrimônio histórico, com 13,8% das buscas. A procura por opções de turismo de natureza e ecoturismo foi registrada por 9,9% dos clientes.

Baseado nesses dados, a pesquisa aponta que a região Nordeste tem seis dos 10 principais destinos locais da temporada.

Depois de Natal, líder nas buscas, os destinos mais buscados em todo o Brasil, em ordem, são: Foz do Iguaçu (PR), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), Maceió (AL), Gramado (RS), Ipojuca (PE), São Paulo (SP), Porto Seguro (BA) e Salvador (BA).

“Estamos vivendo o momento de retomada do turismo e seguindo as tendências mundiais, ele se dará principalmente por meio dos destinos de natureza”, falou o ministro do Turismo, Gilson Machado.

Para a Associação Brasileira de Agências de Viagens do RN (ABAV-RN), Natal e os destinos de sol e praia têm sido mais procurados porque as pessoas, diante do cenário da pandemia de Covid-19, estão buscando por lugares mais abertos e arejados.

"As pessoas estão procurando lugares abertos. Então trechos de sol e mar contam aí como o principais destinos nessas férias, nesse verão. Então, é excelente pra nossa cidade", falou Michelle Pereira, presidente da ABAV-RN.

A Associação Brasileira de Agências de Viagens do RN (ABAV-RN) acredita que a divulgação de Natal favorece todo o Rio Grande do Norte, já que os turistas costumam fazer passeios fora da capital na mesma viagem.

Confiantes numa melhora, as agências de turismo esperam um primeiro semestre de aquecimento das vendas, num cenário bem diferente do ano passado, que envolvia a pandemia.

"Isso significa muito para nós, porque o turista vai se sentir mais seguro, sabendo que bares, hotéis, restaurantes estão seguindo os protocolos. Essa divulgação pra gente é muito importante, é tanto que agora no réveillon deu muita gente, as cidades estão lotadas. Natal teve uma ocupação de hotéis que não se esperava, com 70%. Isso tudo faz com que a gente realmente se sinta otimista pra recebermos os turistas", disse a empresária do ramo, Diassis Holanda.