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domingo, 18 de junho de 2023

Macaíba/RN | Conheça sua históris

A ocupação do território que hoje compreende o município de Macaíba, cidade da região Metropolitana de Natal, é antiguíssimo. Os povos nativos habitavam a região de Lagoa do Sítio I e Reta Tabajara desde tempos imemoriais, fato confirmado através de pesquisas do IPHAN e da UFRN.

Durante o período da invasão holandesa, parte da atual região de Macaíba, serviu para os neerlandeses erguerem uma cidade que substituiu Natal e que foi denominada Cidade Nova ou Nova Amsterdam, fartamente documentada em mapas e relatórios holandeses e que se situava nas imediações do atual bairro Ferreiro Torto.

Com a conquista da Capitania do Rio Grande, teve inicio a ocupação da ribeira do Jundiaí, através da demarcação de diversos sítios de gado e agricultura de subsistência, cujos nomes se perderam no tempo. Destaque para o engenho Ferreiro Torto, existente desde o ano de 1710, como quartel de base do Terço dos Paulistas, regimento que ali se aquartelou para fazer a chamada “Guerra dos Bárbaros”, maior extermínio dos nativos da história do Rio Grande do Norte.

Em 1736, o coronel de milícias Manoel Teixeira Casado e o alferes Roque da Costa, organizaram um sítio para criar gado, ao qual denominaram Coité, provavelmente em função de existir na região um riacho com aquela denominação. Posteriormente, foram surgindo outras propriedades em Jundiaí, Barra (Caxangá) e Guarapes.

A propriedade Coité foi vendida pelos descendentes do coronel Manoel Teixeira Casado ao capitão de milícias Francisco Pedro Bandeira de Melo, que repassou a propriedade, como dote matrimonial, ao comerciante Fabrício Gomes Pedroza, que casara em segundas núpcias com Damiana Maria Bandeira de Melo.

No dia 26 de outubro de 1855, Fabrício Pedroza, paraibano do Pilar e demais pessoas presentes, fundaram Macaíba, no dia do seu aniversário. Já existiam um pequeno porto e a feira semanal, desde 1852, para onde afluíam comerciantes das províncias de Pernambuco, Alagoas e Paraíba. A nova denominação se deve ao fato de Fabrício Pedroza ter plantado uma touceira da palmeira Macaíba próximo aos seus armazéns que ficavam nas margens do Rio Jundiaí, onde atualmente se localiza a Creche Luiz da Câmara Cascudo.

Rapidamente o povoado prosperou e foram iniciadas as tentativas para emancipar o povoado da Macaíba da vila de São Gonçalo do Amarante, sua cidade-mãe. A primeira investida ocorreu com a Lei Provincial n. 801, de 27 de outubro de 1877, quando a vila foi criada de direito, porém, não de fato.

Somente através da Lei Provincial n. 832, de 07 de fevereiro de 1879, Macaíba passou a ter autonomia político-administrativa, quando a Câmara de Vereadores de São Gonçalo foi forçada a mudar-se para a sede de Macaíba. Como em 1880, não existiu ano legislativo, a Câmara se reuniu pela primeira vez no dia 07 de outubro de 1881, quando aprovou o seu primeiro orçamento. Por fim, a Lei Provincial n. 1010, de 05 de janeiro de 188, elevou a vila à condição de cidade da Macaíba.

Macaíba colaborou decisivamente no movimento abolicionista, através da fundação da Sociedade Emancipadora Macaibense em 1870, que contava com a participação de Juvino Paes Barreto, Feliciano de Lyra Tavares, Amaro Barreto e, de uma mulher, Isabel Maria da Conceição – Bebé, uma liberta engajada nas ações da sociedade, chegando a participar do roubo de escravas e seus filhos, que eram levados para a comunidade de Capoeiras. A resistência negra e a luta abolicionista culminaram na libertação total dos últimos escravos de Macaíba, no dia 06 de janeiro de 1888.

Atualmente, Macaíba é quinta maior cidade do Rio Grande do Norte, sede de importantes indústrias e instituições de avanço das ciências como a Escola Agrícola de Jundiaí, o maior campus da UFRN no estado fora do campus central, com cursos de ensino superior; o Centro de Saúde Anita Garibaldi e o Campus do Cérebro.

Como patrimônio histórico cultural a cidade de Macaíba possui o Solar Caxangá, Casarão Véu de Noiva, Solar Ferreiro Torto, Capela de São José, Solar da Madalena antiga Vila Soledade), Capela da Soledade, Solar Mourisco, Ruínas do casarão de Guarapes, Solar do Jundiaí, Marco Zero de Macaíba, Matriz de Nossa Senhora da Conceição, Obelisco Augusto Severo, jasmineiro de Auta de Souza, Biblioteca Pública, Busto de Augusto Severo, Casa de Cultura Popular, Cemitério Indígena de Lagoa do Sítio I, busto de Auta de Souza.

Dentre os seus filhos ilustres, destacamos: Augusto Severo, professor, abolicionista, republicano, deputado federal, aeronauta, inventor do dirigível Pax Auta de Souza, poetisa; Alberto Maranhão, escritor, deputado federal, governador do Rio Grande do Norte de 1900-104 e de 1908-1913. Cognominado “Mecenas da Cultura Potiguar”; Augusto Tavares de Lyra, professor, historiador, deputado estadual, deputado federal, governador do Rio Grande do Norte, ministro da Justiça, ministro da Viação e Obras Públicas, ministro interino da Fazenda, senador da República, ministro e presidente do Tribunal de Contas da União. Escreveu o primeiro livro com a História do Rio Grande Norte; Henrique Castriciano de Souza, escritor, deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa, vice-governador do Rio Grande do Norte, fundador da Escola Doméstica de Natal e do Escotismo no RN; Isabel Maria da Conceição – Bebé, abolicionista, líder social e parteira; João Chaves, sistematizou a Ciência Penitenciária; Rossini Perez, premiado artista brasileiro com dezenas de exposições e obras nos mais importantes museus nacionais e estrangeiros. Gravador, fotógrafo e desenhista, foi professor de gravura em Brasília e Rio de Janeiro, além de Senegal, México e outros países da América Latina. Octacílio Alecrim, escritor, advogado, conferencista; Luís Tavares de Lyra, fundador e primeiro presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte; Ademilde Fonseca, cantora, designada como a “Rainha do Chorinho”.

terça-feira, 13 de junho de 2023

Conheça os melhores lugares para viajar no Maranhão!


O Maranhão é conhecido por ser um dos maiores estados da região Nordeste do Brasil, além de contar com um ecossistema rico em que é comum encontrar muitos manguezais, lindas cachoeiras, desertos tropicais e praias deslumbrantes.

A localização do estado é privilegiada, afinal conta com belezas naturais singulares, com todas as características que só o nordeste tem. Com isso, é comum surgir a dúvida sobre quais lugares conhecer por lá, pensando nisso fizemos uma lista com os melhores lugares para viajar no Maranhão.

Está é uma cidade pouco conhecida pelos turistas e os que a conhecem muitas vezes optam por não visitar Santo Amaro devido ao difícil acesso para chegar até lá. Mas, posso dizer que todo o difícil acesso vale a pena mediante ao paraíso que você encontrará. A singela cidade de Santa Amaro está situada exatamente em frente aos Parque Nacional dos Lençois Maranhences, o que justifica o apelido que foi dado de “Paraíso perdido dos lençóis”.

Santo Amaro

Santo Amaro é um dos lugares para viajar no Maranhão mais incríveis que você vai encontrar. Com lagoas gigantes e pouco movimentadas, é possível se deleitar com essas obras da natureza.

Por estar colada ao Parque Nacional, se torna fácil visitá-lo e conhecer as famosas lagoas: Lagoa das Cabras, a Lagoa das Andorinhas e a Lagoa da Betania.

Chapada das Mesas

Chapada das Mesas é um dos paraísos intocados da natureza aqui do nosso país, tanto é que para visitar a região só é possível mediante a contratação de agências que oferecem o roteiro para a cidade.

Lá é possível encontrar uma grande variedade de cânions, cachoeiras, cerrados, muitas estradas de terra e formações rochosas incríveis. Os melhores meses para visitar a cidade são: Maio, Junho e Julho.

A dica é aproveitar ao máximo a Chapada das Mesas, já que você deve ir e retornar no mesmo dia. Não deixe de visitar a Cachoeira São Romão, a entrada é paga, mas são preços que cabem no bolso.

Carolina

Se você se encantou com a Chapada das Mesas vai gostar de saber que o ponto de partida é a cidade de Carolina. Uma cidade simpática e muito receptiva com muitas opções de pousadas e hotéis com preço bem em conta.

Localizada na região sul do Maranhão, Carolina está às margens do Rio Tocantins e é um verdadeiro paraíso para quem curte ecoturismo, já que conta com um grande número de cachoeiras, cânions e formações rochosas. Sem dúvida um dos melhores lugares para viajar no Maranhão.

Imperatriz

Apesar de ser uma cidade com foco em negócios e eventos, Imperatriz ainda preserva boa parte de sua beleza natural, sendo uma ótima opção para quem deseja conciliar negócios com lazer e diversão.

Conhecida como Polo das Águas a cidade conta com várias cachoeiras e chapadas, além de muito espaço para a prática de exercícios ao ar livre, muitas opções de lazer e entretenimento, com bares, restaurantes e vida noturna.

A cidade possui localização estratégica, já que é possível acessar as praias do Rio Tocantins que possuem uma estrutura invejável com muita segurança, limpeza, iluminação e até mesmo quadras de areia e um palco.

Lagoa do Cassó

Esta lagoa fica localizada na cidade Primeira Cruz, que fica a 207 km da capital. Apesar de estar em uma região de difícil acesso muitos turistas enfrentam o desafio para conhecer a Lagoa do Cassó, que exatamente por ser tão isolada se mantém perfeitamente limpa e livre de poluição.

Toda a preservação deste lugar é feita pelos próprios moradores que vivem a partir dos recursos naturais existentes por lá. A Lagoa do Cassó é composta de águas calmas, quase transparentes e cercada pelas matas nativas, que embelezam e dão ainda mais o ar de pureza que só aquela região tem.

Barreirinhas

Entre todos os lugares para viajar no Maranhão, Barreirinhas está entre os mais visitados. Os turistas buscam quase sempre o mesmo: Passeios pelas dunas que contam com lagoas que se formam pelas águas da chuva e conhecer o manguezal que é cortado pelo Rio Preguiça.

Além disso, as praias da região estão sempre com visitantes apreciando toda a sua beleza, além de abrigar diferentes povoados. Vale super a pena investir em um passeio com guias credenciados, para curtir as paisagens de modo seguro e tranquilo!

Atualmente, existe a Trilha Guiada por Barreirinhas até Atins, onde o caminho é lotado das melhores belezas naturais e com toda certeza, quem vai, não se arrepende. Super vale a pena!

Lençóis Maranhenses

Sem dúvida um dos destinos mais famosos do Maranhão são os Lençóis Maranhenses que recebem turistas que vão de encontro as incríveis águas doces das lagoas que estão entre as dunas que formam uma vista que em primeiro momento torna difícil acreditar que é real. Há passeios incríveis pela região, como passeio de monomotor pelo Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que são experiências incríveis para quem visita!

Os melhores meses para conhecer esta região são nas épocas de chuva nos meses entre abril e agosto.

segunda-feira, 12 de junho de 2023

Conhecendo o Jalapão (Tocantins) | Tudo o que eu preciso saber

Conhecido pelos apaixonados por ecoturismo e turismo sustentável, o Jalapão ainda é um destino que provoca curiosidade e interesse, principalmente naqueles turistas que querem se conectar com a natureza e experimentar as belezas naturais do Brasil

O Jalapão fica localizado no Tocantins, estado brasileiro de rica culinária e cultura local bastante convidativa. Mas, por que você deveria conhecer melhor esse destino que fica no coração do País? Nós vamos lhe explicar tudo!

O QUE É O JALAPÃO?

O Jalapão é o maior parque estadual do Tocantins, criado em 2001. A reserva ambiental fica no leste do estado, a 170 km de sua capital. A região é uma mistura de paisagens de cerrado com campos gerais cortados por rios, veredas, cachoeiras e fervedouros. 

O parque se estende por 34.000 km², cortando as cidades de Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta do Tocantins e São Félix do Tocantins. Turistas de todo o Brasil – e do mundo – se encontram no Jalapão para realizar atividades como trilhas e canoagem. Visitantes podem esperar conhecer sua rica fauna, composta por veados-campeiros, antas, capivaras, tamanduás-bandeiras, raposas, gambás, lobos-guarás, macacos, jacarés e, até mesmo, onças. 

O clima no parque estadual é ameno durante o ano inteiro. Entre maio e setembro, o céu se mantém limpo, quase sem chuvas, o que promove dias quentes e noites frescas. 

COMO CHEGAR LÁ? 

Quem deseja visitar o Jalapão precisa, primeiramente, passar por Palmas, a capital do estado. Os dois destinos são separados por 170 km. O parque do Jalapão é cortado por estradas de terra e trilhas desafiadoras, que podem ser vencidas apenas por meio de veículos com tração 4×4 que levam os viajantes de uma atração para outra com segurança. 

Muitos optam por permanecer em acampamentos às margens dos rios, a fim de ter uma experiência mais autêntica, aproveitando cada segundo da natureza convidativa ao seu redor.

Engana-se quem pensa que, para tal, é preciso abrir mão do conforto. No Korubo Safari Camp, os viajantes podem encontrar uma estrutura que conta com refeições típicas, banhos quentes, barracas confortáveis e luzes de LED, alimentadas pela energia solar, uma vez que não há energia elétrica no acampamento, nem sinal de telefone. 


PORQUE IR PARA O JALAPÃO? 

Quando dizemos que esse é um destino de paisagens cinematográficas, não é um exagero. Em 2008, foi gravado um programa da Rede CBS, chamado Survivor: Tocantins. Já em 2017, o Jalapão serviu de cenário para a produção de cenas da novela O Outro Lado do Paraíso, da Rede Globo.

Mas, além disso, ele é um destino que oferece uma experiência única, a cada dia mais rara: a desconexão total que somente a natureza intocada pode proporcionar. 

domingo, 11 de junho de 2023

Cidade Alta | O primeiro bairro da cidade de Natal (RN)

O local da futura cidade de Natal foi escolhido por estar em um terreno alto e firme, na margem direita do rio Potenji. Na Praça André de Albuquerque, localizada no bairro, o Pelourinho e a Igreja Mãe foram inaugurados em 1599, com a celebração da primeira missa. Este local foi a primeira rua da cidade que se chamava Rua Grande. Nesta seção, a cadeia foi elevada, com o Senado da Câmara e a casa do governo. Havia também a administração fiscal, mais tarde Real Erário, e algumas igrejas, que ainda existem hoje, que constituem o local histórico de Natal, entre as quais se destacam a Igreja Nossa Senhora da Apresentação e a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.

Somente na segunda metade do século XIX a calçada apareceu nas ruas do bairro. Depois da Rua Grande, a segunda maior rua da Cidade Alta era a Rua Santo Antônio, mais popular por sua população e proximidade com a fonte do “rio de beber água” ou Baldo.

A história deste bairro é muito confusa com a da cidade, pois cresceu muito lentamente nos primeiros séculos de existência. Segundo Luís da Câmara Cascudo, foi o prefeito Omar O’Grady quem colocou o Natal no caminho do século XX, substituindo o aterro colonial pelo pavimento de paralelepípedos da Avenida Junqueira Aires. Em 1935, o prefeito Miguel Bilro estendeu a Avenida Rio Branco para Ribeira, através de Vila Barreto. No século XX, inicia-se o processo de verticalização da cidade de Natal, com a destruição de antigas mansões e a memória arquitetônica do bairro e, consequentemente, da cidade.

O bairro Cidade Alta possui uma grande área comercial, principalmente ao longo da Avenida Rio Branco e Avenida João Pessoa, ruas divididas principalmente por lojas e varejistas dos mais variados tipos e sedes regionais de grandes instituições financeiras. Algumas lojas famosas presentes no bairro são C&A, Lojas Riachuelo, Lojas Americanas, Lojas Marisa e Leader (incluindo a última a maior cadeia de lojas do Nordeste localizada no bairro). Além de ser a sede da Prefeitura de Natal e da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte

Também encontramos nas ruas do bairro vários prédios do período colonial, muitos deles preservando as características do Portugal colonial. Temos também vários prédios que foram a sede dos momentos mais importantes da história do Estado, como a antiga sede do governo, a casa do presidente João Fernandes Café Filho, a Igreja do Galo e o Solar da Bela Vista, onde danças majestosas ocorreram na época da Segunda Guerra Mundial, quando Natal serviu como Base Aérea Americana.

sábado, 3 de junho de 2023

Via Costeira de Natal: Uma excursão à parte cheia de atrativos

Via Costeira é como popularmente é chamada a Avenida Senador Dinarte Mariz, na cidade de Natal. Ela naturalmente chama a atenção de todos que passam pelo local não apenas pela sua extensão, mas também pela sua beleza. Esta via expressa faz a ligação entre a zona sul e a zona leste de Natal, no Rio Grande do Norte.

Além de uma bonita avenida, esta via guarda algumas belezas bem particulares e tornou-se acesso para muitas praias da capital potiguar. Veja mais detalhes sobre tal e o que pode ser conhecido enquanto você estiver pela cidade.

Complexo hoteleiro da via costeira de Natal

Por toda a extensão da Via Costeira de Natal e todo Rio Grande do Norte você poderá encontrar dezenas de opções de hotéis de luxo e categoria mediana. Algumas das principais redes hoteleiras se encontram nesta parte de Natal e a maioria deles oferece apenas pacotes com serviço all inclusive.

Se o que você busca para sua hospedagem é um hotel confortável, que oferece um luxo considerável, sem se preocupar com gastos excedentes, além de uma vista incrível e única, não deixe de conhecer algumas opções de hospedagens. Veja alguns exemplos de hotéis da Via CosteiraSerhs Natal Grand Hotel: Resort, Ocean Palace Beach Resort & Bungalowsm, Pirâmide Hotel, Hotel Praia da Costeira, Imirá Plaza Hotel, entre outros.

Parque Estadual das Dunas de Natal

Em toda a Via Costeira, sempre do lado oposto ao da praia, você poderá observar muitas dunas e terrenos de vegetação conservada. Apesar de não existir um destaque para tal, esta zona pertence ao Parque Estadual das Dunas de Natal. A área é utilizada para pesquisas, estudos e desenvolvimento de projetos voltados à manutenção da biosfera.

Praia e Sol

Toda a extensão da Via Costeira você poderá aproveitar a praia que recebe o mesmo nome dessa grande avenida. O local é bastante tranquilo e a maioria das pessoas que frequentam este litoral é de hóspedes que estão por aqui. A Via Costeira também é a continuação da Praia de Ponta Negra e da Praia da Mãe Luiza, duas outras partes litorâneas muito populares de Natal.

Área Especial de Interesse Turístico

Foi chamada dessa forma, a área que mais recebe fluxo de turistas durante o ano em Natal. Ao todo, a Área Especial de Interesse Turístico abrange sete pontos diferentes da cidade e por esse motivo recebe vigilância e segurança por 24 horas. São 23 câmeras instaladas controlado toda a movimentação de pessoas e do trânsito desse lugar.

domingo, 28 de maio de 2023

Os encontos do Santuário Nacional de Aparecida, EM Aparecida do Norte, São Paulo

Independente da sua religião, visitar a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, localizada no município de Aparecida do Norte, no interior de São Paulo, é uma grande experiência. Repleta de histórias, simbolismos e, é claro, fé, o santuário já recebeu a visita ilustre de três papas – João Paulo II (1980), Bento XVI (2007) e Francisco I (2013) – e é lar da imagem original da Padroeira do Brasil encontrada no rio Paraíba do Sul, que fica ali pertinho, em 1717.

A história da Padroeira do Brasil

Reza a lenda que três pescadores – João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia – foram encarregados de conseguir os peixes para um banquete que seria oferecido aos governantes da Coroa que visitavam a região. Vale lembrar que em 1717 o Brasil ainda era dividido em Capitanias Hereditárias. Após inúmeras tentativas frustradas, os pescadores puxaram a rede mais duas vezes: na primeira, o corpo de uma imagem; na segunda, a cabeça.

Quando Nossa Senhora Aparecida estava no barco, a pescaria vingou e os homens voltaram cheios de peixes para casa. Esse foi considerado o primeiro milagre da Mãe de Deus. A partir daí, todos os sábados os moradores da região se reuniam para rezarem e cantarem para a imagem. Em 1740 foi construída a primeira capela em sua homenagem. A primeira Igreja – construída de taipa de pilão – veio em 1745. Mas não resistiu ao tempo, Em 1888 foi inaugurada a Basília Velha, último lar da Padroeira do Brasil antes da atual. 

A origem: De acordo com a historiadora Tereza Pasin, a imagem de Nossa Senhora Aparecida teria sido esculpida por volta do ano de 1600 pelo frei Agostinho de Jesus.

Aparecida do Norte: O que ver e fazer?

O Santuário Nacional de Aparecida começou a ser construído em 1955 e a receber os romeiros em 1959. Desde então, nunca parou de crescer. Além de melhorias constantes, existem hoje mais de 25 atrações turísticas para serem vistas pelo complexo. Não é à toa que é um dos maiores centros de peregrinação do mundo e recebe anualmente mais de 12 milhões de visitantes de diferentes partes do país e do globo.

O complexo Santuário Nacional de Aparecida contempla: Basílica Nova, Basílica Velha, Cidade do Romeiro, Morro do Cruzeiro Caminho do Rosário e o Porto Itaguaçu. E aí, já conhece todas as atrações de Aparecida?

Basílica Nova

Em torno do Altar Central, localizado abaixo da cúpula de 70 metros de altura, mais de 30 mil pessoas se reúnem para assistir às missas e celebrações. São 25 mil metros quadrados tomados por devotos de diferentes partes do mundo. Mas é possível visitá-lo fora dos horários de reza.

Nicho de Nossa Senhora Aparecida

O local onde fica a Nossa Senhora Aparecida é concorrido, mas indispensável na sua visita. A imagem original fica atrás de um vidro blindado – por questões de segurança – dentro de um nicho decorado com mosaicos de ouro feitos de forma irregular para que se tenha a sensação de movimento. Cada detalhe do seu lar foi especialmente pensado pelo artista sacro Claudio Pastro e possui um significado.

Um exemplo é o formato circular atrás da imagem que representa o Sol e a presença do divino já que o círculo é considerado a forma perfeita de Deus.

Capela das Velas

Construída na década de 70, é o local onde os visitantes podem acender as suas velas, vendidas nas lojinhas espalhadas pelo Santuário ou trazidas de casa. A decoração da capela remete à passagem bíblica da Sarça Ardente onde Deus aparece para Moisés em forma de fogo para que ele libertasse o povo da escravidão no Egito. No local tem exaustores e filtro para absorver a poluição da queima da parafina.

Campanário

Foi construído em comemoração ao Jubileu dos 300 anos do encontro da Imagem de Aparecida. Criado pelo artista sacro Cláudio Pastro, possui 13 signos de diferentes tamanhos que representam os 12 apóstolos e o 13º, o maior, é dedicado a Virgem de Aparecida e São José. O som produzido pelo bronze é considerado a voz de Deus.

Sala das Promessas

Localizada no subsolo do Santuário, a Sala das Promessas é o segundo lugar mais visitado de Aparecida. É lá que os devotos entregam seus ex-votos ou agradecimentos diante de uma graça alcançada. O espaço conta com objetos, fotos, cartas e testemunhos dispostos em vitrines, prateleiras, paredes e teto – que é revestido com 70 mil fotografias. Também conhecida como “Sala dos Milagres”, recebe cerca de 19 mil itens por mês – em outubro, o número chega a 30 mil e está relacionado ao Dia de Nossa Senhora Aparecida, comemorado no dia 12.

Outras atrações

Se você pretende ficar mais tempo no Santuário Nacional de Aparecida, existem outras atrações fora do eixo-principal que valem ser destacadas. O Museu Nossa Senhora Aparecida é um deles. Ele tem como tema a história da devoção à Padroeira do Brasil e está localizado na Torre Brasília, a mesma onde fica o Mirante para uma vista panorâmica da cidade. O Morro do Presépio tem 7.345 metros de comprimentos com esculturas em tamanho real. É possível visitar ainda a Cúpula sobre o Altar Centrar e o Memorial da Devoção, com atividades voltas para o público infantil.

A mais nova é o passeio de bondinhos aéreos que leva o visitante até o Morro do Cruzeiro. E a mais famosa é, provavelmente, a Passarela da Fé, o principal caminho da Basílica Nova até a Basílica Velha, datada de 1971. Ela possui o formato de “S” para homenagear a Nossa Senhora Aparecida. É muito comum encontrar pessoas atravessando seus 392,2 metros de comprimento de joelhos para agradecer Nossa Senhora.

Facilidades

No subsolo do Santuário Nacional de Aparecida, bem pertinho da Sala das Promessas existe um espaço com mesas para alimentação, uma lanchonete, banheiros, loja e livraria. E, em frente a Basílica fica o Centro de Apoio ao Romero com diversas opções de alimentação e lojas para compra de lembrancinhas. Conta também com bancos 24h, banheiros e um Aquário. Isso mesmo.

domingo, 21 de maio de 2023

Praia de Cotovelo, o lugar perfeito para os amantes da tranquilidade e do bom descanso sem deixar de lado o cenário belamente atraente

 

Praia do Cotovelo, presente no litoral do município de Parnamirim, no Rio Grande do Norte próximo da capital a cidade de Natal, atrai turistas de todos os cantos do mundo pelas suas características associadas as águas calmas e tranquilas de um cenário pequeno e acolhedor. É uma praia que você não pode deixar de conhecer. Perfeito para a família a praia chama a atenção pelo aspecto de segurança, sem ondas e águas claras você pode se divertir sem medo de ser surpreendido.

O lugar perfeitamente isolador enfeitado com belíssimas dunas de areia diferenciando a paisagem. Um dos maiores destaques do lugar são as falésias que estão envoltas da praia. As esculturas naturais do ambiente rochoso fazem com que você se imagine em um lugar totalmente diferente das paisagens comuns brasileiras.

Estará diante de uma formação rochosa milenar. Diante da mesma aparência que deslumbra geólogos do mundo todo. Não é à toa que as fotografias fazem parte de diversos livros, explicativos e informativo referente ao desenvolvimento rochoso das falências.

Ao redor da praia é possível encontrar diversos atrativos para você e sua família, principalmente para quem está viajando com crianças. Se divertir é o objetivo, que com certeza não faltará oportunidade para atingi-lo da melhor maneira possível. Os coqueirais também são elementos de uma paisagem diversificada que por sua fez tornam a praia dos cotovelos um lugar completamente exótico.

Na praia em si as opções de hotéis e pousadas se tornam escassas. Existem ainda as belíssimas casas de veraneio disponível para oferecer conforto a família inteira. Nada melhor que se sentir em casa, livre para aproveitar do seu jeitinho.

Procurar por aluguel de casas de temporada não deixa de ser uma excelente opção, cheia de benefícios e vantagens para o cliente. Além de encontrar em preços muito mais acessíveis e poder locar o imóvel pelo tempo que achar necessário. Por ser próxima a capital do Rio Grande do Norte, dificilmente existirá algum incomodo relacionado a infraestrutura do ambiente. A maioria dos turistas costumam chegar a praia de carro. Qualquer coisa, que esteja em falta é só ir cidade.

O lugar tem um charme próprio, um aspecto original, principalmente se tratando da apetitosa comida típica rio-grandense do Norte. Os restaurantes disponíveis para quem desejar apreciar os mais deliciosos pratos à base de peixes e camarões com temperos regionais tornando a comida uma maravilhosa atração para turistas. Principalmente para estrangeiros que desejam conhecer um pouco das maravilhas presentes em terras brasileiras.

Próximo a praia o mais famoso restaurante chama-se Barramares que servem pratos à base de carnes, frangos, caranguejos e fruto do mar. O restaurante Falésias e o restaurante Barramares também fazem sucesso com suas deliciosas comidas, portanto trabalham com a lá carte. Comer enquanto aprecia uma das mais lindas paisagens brasileiras sentado em uma cadeira de praia, relaxando em uma tarde de verão.

A Arte comercializada na região é também uma essência natural. Artesanatos de grande apreciação e valores culturais, feitos de maneira cuidadosa. Não deixam de chamar a atenção de apreciadores da arte, fazendo da Praia do Cotovelo um discreto ambiente para um contato entre turistas e artesãos.

Em uma avaliação feita através de uma agência especializada nos principais pontos turísticosdo Brasil, com base em uma pesquisa desenvolvida por clientes que optaram pelo lugar. A praia de Cotovelo possui uma nota de 9,2 em uma escala de zero a dez. Não é para menos. A praia é um perfeito paraíso natural.

O lugar é limpo. As pessoas presam pelos bons cuidados da praia de maneira carinhosa.

O que achou? Que tal fazer da praia do Cotovelo o seu próximo lugar de passeio? No verão a praia se torna ainda mais calorosa e animada.

As pessoas sorriem com festas noturnas e barracas postas na orla da praia para passarem a noite. Dançar uma música cultural regional, recebendo com um presente da natureza o lindo e melodioso som, que emana nas águas do mar, de maneira calma e suave.

Não deixe de visitar esse lugar e se aventurar.

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Saiba o que fazer em Guarapari, um dos destino de praia do Espírito Santo

 

Guarapari é um dos principais destinos de praia no Espírito Santo que vale a pena conhecer, especialmente devido suas areias terapêuticas com propriedades mineiras curativas! Ficou curioso? Então é só rolar a tela:

Guarapari é uma cidade litorânea do estado do Espírito Santo, conhecida por suas belas praias. São mais de 50 opções entre águas cristalinas de mar calmo, e agitadas ondas para surfista nenhum botar defeito.

A cidade oferece ao visitante diversas atrações de ecoturismo, como praias, piscinas naturais, parques, reservas ecológicas e mirantes. Além de uma movimentada programação noturna em torno de sua orla.

Ela também possui rico conteúdo histórico com base na cultura de seus primeiros habitantes indígenas e na fundação pelo padre jesuíta José de Anchieta, que chegou até a região com a missão de catequizar os aldeões.

Tem como marco, o local onde se deu início o povoamento de Guarapari, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, hoje tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. Tanto sua edificação como o acervo de obras sacras datadas do século XVIII estão abertos a visitação.

Os sabores da culinária regional são outros atrativos dignos de maior atenção. São pratos da temática litorânea com influência nas culturas africanas, indígenas e europeias, preparados em panelas de barro fabricadas ali pela região.

O que fazer em Guarapari

As principais atividades, conduzem ao mar, claro! Como os passeios náuticos a bordo de escuna para conhecer as praias e ilhas mais distantes, com direito a paradas para mergulho e contemplação da vida marinha. Os visitantes podem pegar uma embarcação no conhecido canal de Guarapari e ainda aproveitar da estrutura de bares e restaurantes na orla.

Os passeios que envolvem esportes aquáticos também são bastante tradicionais na cidade, e fazem a diversão dos mais ousados. Há opções desde o jet banana, caiaque e stand up paddle até vela e canoa havaiana.

Outra atração imperdível é uma visita ao Parque Estadual Paulo Cesar Vinha, o local é uma unidade de conservação da restinga. Neste passeio o visitante pode fazer trilhas, conhecer a notável Lagoa de Caraís, que tem uma coloração avermelhada, admirar o mirante com vista para a lagoa e a serra de Buenos Aires ao fundo, e ainda acessar algumas praias rústicas da região.

A programação noturna na cidade também é muito conhecida, são vários lugares para curtir a noite capixaba, como os bares e restaurantes na região central, ou a badalação das casas noturnas de Meaípe e da Nova Guarapari.

As atrações do agroturismo na região das montanhas também são uma ótima pedida. Por lá é possível encontrar várias delícias da região, como doces e bebidas produzidas pelas comunidades. A viagem é curtinha, a 15 km do centro, e oferece opções de hospedagem também.

Listamos algumas das atrações imperdíveis de Guarapari, veja:

Parque Estadual Paulo Cesar Vinha

Parque Natural Morro da Pescaria

Praia da Areia Preta com o letreiro de Guarapari

Praia das Castanheiras

Praia dos Namorados

Prainha de Muquiçaba com a estátua de São Pedro

Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição

Ruínas da Igreja Nossa Senhora da Conceição

Praia do Morro com o monumento ao Marlin Azul

Praia dos Padres

Praia de Bacutia

Praia de Peracanga


As praias são as grandes estrelas da região. Algumas são mais centralizadas, como a famosa Praia da Areia Preta conhecida pelos supostos poderes medicinais que a areia de coloração escura oferece, e a praia das Castanheiras, com suas águas cristalinas e faixa de areia clara ornamentada por frondosas árvores de castanheiras. Ambas as praias são próximas e cortadas pelo histórico “Siribeira Late Clube”, um ponto para embarcações que conta com estrutura de restaurante e bar.

Também na região central fica a Praia dos Namorados, uma praia pequena e bem aconchegante, constituída por formações rochosas que possibilitam a criação de piscinas naturais. A curiosidade sobre seu nome se dá pela lenda de que um casal de namorados teria ficado enfeitiçado de amor devido a magia do lugar.

Mais para região sul da cidade estão as praias dos Padres e Bacutia, ambas tranquilas e ótimas para passar o dia relaxando. Inclusive é bom ir preparado, pois a área não tem muito comércio. Já a praia do Peranga, ao lado da Bacutia, é uma praia de águas mais agitadas, e por lá é possível nadar com as tartarugas.

E na região mais ao norte do município, a praia do Morro é uma boa pedida, atendendo a todos os públicos. Isso se dá porque parte da praia é de águas calmas e parte de águas agitadas, além de não ser tão movimentada quanto as praias do centro e de disponibilizar farta faixa de areia para os banhos de sol. Conta ainda com ótima estrutura de quiosques, pista de caminhada e ciclovia.


Veja algumas opções recomendadas para os banhistas:

Praia da Areia Preta

Praia das Castanheiras

Praia dos Namorados

Praia dos Padres

Praia Bacutia

Praia do Peranga

Praia do Morro

Praia de Santa Mônica

Praia de Setiba

Praia das Virtudes

Onde ficar em Guarapari

Em Guarapari o visitante pode contar com boas opções de hospedagem a poucos passos da praia. As ofertas são basicamente de hotéis, pousadas e aluguéis de temporada.

Há opção de se hospedar no centro da cidade e aproveitar para percorrer os principais roteiros históricos a pé, ou recorrer as acomodações ao entorno, entre as regiões sul e norte. Estas últimas oferecem tranquilidade e contato com a natureza em acomodações que agregam simplicidade e conforto a preços justos.

Guarapari oferece uma hotelaria que preza pelo conforto por meio de boa estrutura, serviços e atendimento cordial, característica do guarapariense. Há possibilidade de acomodações neste estilo tanto na parte central, que é um pouco mais movimentada, quanto nos arredores, estes reservam ambientes mais sossegados.

As casas de temporada são ótimas opções para viagens em família, pois além de remeter ao ambiente caseiro e aconchegante, proporcionam mais liberdade. Além de ser uma possibilidade de manter o orçamento da viagem equilibrado, devido aos valores.


Onde comer em Guarapari

Guarapari tem em sua culinária local uma forte influência das culturas de origem africana, indígena e europeia, presentes nos sabores dos pratos tradicionais a base de frutos do mar e peixes da região. É o caso de duas das maiores expressões da gastronomia da região: a moqueca e a torta capixaba, preparadas em panela de barro.

No quesito moquecas, o restaurante Gaeta é um dos mais tradicionais. Localizado em frente a Praia de Meaípe, oferece vista para o mar num ambiente agradável e atendimento de primeira. Os preços são um pouquinho salgados, mas levando em consideração os pratos serem super bem servidos, é justificável.

Se a preferência for por uma gastronomia mais abrangente, o restaurante Casa Marracini oferece um cardápio mais variado, com pratos das cozinhas italiana, brasileira e contemporânea, além de servir frutos do mar e também apresentar opções para vegetarianos, tudo com valores bem simpáticos.


Quando ir para Guarapari

Os meses mais procurados são de dezembro a março, período de alta temporada de verão. Época muito favorável para o turismo no município, pois combina as altas temperaturas com o período de férias. O que torna a região atrativa para famílias em busca de um refúgio de veraneio e até grupos de jovens atrás de badalação.

Devido ao fluxo maior de pessoas neste período o trânsito pode apresentar acumulo e a oferta de hospedagem e alimentação podem ficar mais concorridas. Assim, o legal é se antecipar, buscando por rotas alternativas e fazendo as reservas com mais antecedência.

A cidade reserva outros bons períodos para quem vai pelo ecoturismo. Neste caso, os meses mais indicados vão de abril a outubro, com baixa probabilidade de chuvas. Também são meses de baixa temporada, então a cidade tende a ficar mais tranquila, principalmente durante os dias de semana.

Já para os apreciadores da vida marinha os meses de dezembro a maio ganham destaque por apresentarem águas mais claras tornando a visibilidade melhor para os mergulhadores.

Outra dica é passar o revéillon na cidade. Os valores são bem acessíveis se comparados a outros destinos praianos no Brasil.


Quantos dias ficar em Guarapari

Guarapari reserva vários lugares incríveis para conhecer, assim para aproveitar melhor a cidade o indicado é ficar ao menos 5 dias. Dessa forma haverá tempo de sobra para curtir tanto a programação do dia quanto da noite.


Como chegar em Guarapari

Chegar a Guarapari é relativamente fácil, há possibilidade de fazer parte do percurso de avião, aterrissando no Aeroporto de Vitória e continuar o percurso pela estrada de carro ou de ônibus.

Ou ainda fazer todo o percurso via terrestre. Este recurso é bastante comum entre os visitantes das cidades vizinhas e pelos viajantes dos estados próximos, como Minas Gerais.

A cidade também possui um aeroporto municipal, mas este só recebe voos particulares.

De avião

A principal porta de entrada do estado do Espírito Santo fica na sua capital, Vitória. É de lá que chegam os voos domésticos e internacionais no Aeroporto Eurico de Aguiar Salles.

As principais companhias aéreas operam voos diários para a cidade. De São Paulo para Vitória, por exemplo, a distância de voo leva em torno de uma hora e meia.

domingo, 7 de maio de 2023

Saiba a história da Ponte de Igapó, que divide a Zona Norte das demais partes da cidade Natal/RN


A famosa Ponte de Ferro de Igapó foi uma construção muito importante do ponto de vista econômico para a Natal do início do século XX. Ela teve o papel de facilitar a ligação do comércio da capital com o interior do Rio Grande do Norte, quando da continuação da construção de uma linha férrea para transporte de mercadorias como açúcar e algodão.

Esse comércio, no século XIX era feito a partir do Rio Potengi, com as embarcações partindo de Natal e passando pelas cidades que o margeavam. A construção da linha férrea e consequentemente da ponte, de “resultaram de uma escolha deliberada da elite políticoadministrativa da província, a partir de 1889, do estado do Rio Grande do Norte, no sentido de reforçar o papel de Natal como capital, ao integrá-la com o interior” (TEIXEIRA, 2015). 

A ponte foi desativada em 1970, quando da construção de outra ponte, mas de concreto, que comportaria o fluxo de veículos automotivos.

Nos dias de hoje, a antiga Ponte de Igapó continua presente na visão de quem faz o translado entre as duas porções territoriais de Natal separadas pelo Rio Potengi – em outras palavras, da conhecida Zona Norte em direção às outras regiões da cidade e vice-versa.

Ela serve atualmente como ponto turistíco da cidade, principalmente para quem vem de outras cidades, já que quem passa por ela todos os dias já se acostumou com a obra de arte. Suas condições estruturais estão precisando de reforma, coisa que ainda não entrou na lista de prioridades do Governo do Estado.

Conhecida como Ponte do Potengi, foi inaugurada em 20 de abril de 1916. A ponte de aspecto elegante media a extensão total de 550 metros, sendo, na época, a maior ponte do Norte e Nordeste do Brasil. Sua superestrutura metálica comportava nove vão de 50 metros, e um vão de 70 montados sobre colunas, sólidas e resistentes. Permaneceu a ponte sendo utilizada, durante mais de 50 anos, como único elo de ligação entre a Capital e os municípios do norte do Estado.

Tudo começou com as Capitanias Hereditárias quando o Rei de Portugal Dom João III, em 1530, dividiu o Brasil em lotes. As terras que hoje compreendem ao Rio Grande do Norte couberam a João de Barros e Aires da Cunha. A primeira expedição portuguesa aconteceu cinco anos depois com o objetivo de colonizar as terras. Antes disso, os franceses já aportavam por aqui para contrabandear o pau-brasil. E esse foi o principal motivo do fracasso da primeira tentativa de colonização. Os índios potiguares ajudavam os franceses a combater os colonizadores, impedindo, a fixação dos portugueses em terras potiguares.

Passados 62 anos, em 25 de dezembro de 1597, uma nova expedição portuguesa, desta vez comandada por Mascarenhas Homem e Jerônimo de Albuquerque, chegou para expulsar os franceses e reconquistar a capitania. Como estratégia de defesa, contra o ataque dos índios e dos corsários franceses, doze dias depois os portugueses começam a construir um forte que foi chamado de Fortaleza dos Reis Magos, por ter sido iniciada no dia dos Santos Reis. O forte foi projetado pelo Padre Gaspar de Samperes, o mesmo arquiteto que projetou a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação.

Concluído o forte, logo se formou um povoado que, segundo alguns historiadores, foi chamado de Cidade dos Reis. Depois, Cidade do Natal. O nome da cidade é explicado em duas versões: refere-se ao dia que a esquadra entrou na barra do Potengi ou a data da demarcação do sítio, realizada por Jerônimo de Albuquerque no dia 25 de dezembro de 1599.

Com o domínio holandês, em 1633, a rotina do povoado foi totalmente mudada. Durante 21 anos, o forte passou a se chamar Forte de Kenlen e Natal, Nova Amsterdã. Com a saída dos holandeses, a cidade volta à normalidade. Nos primeiros 100 anos de sua existência, Natal apresentou crescimento lento. Porém, no final do século XIX, a cidade já possuía uma população de mais de 16 mil habitantes.

quinta-feira, 4 de maio de 2023

Conheça Parnamirim, cidade do Rio G do Norte, e base aérea dos Estados Unidos durante Segunda Guerra Mundial


Há registros a respeito da doação de extensas áreas a capitães-mores, datadas entre 1600 e 1633 (ano da invasão holandesa), com várias referências a topônimos que hoje fazem parte do município de Parnamirim. O Rio Pitimbu, com seus nomes antigos, é uma delas. Porém, apesar das distribuições feitas pelos capitães-mores e da cobiça dos fidalgos por propriedades, as terras de Parnamirim permaneceram inaproveitadas e despovoadas por séculos.

Em 1881, a região foi cortada pelos trilhos da linha férrea entre Natal e Nova Cruz, seguindo de perto o traçado do velho caminho para a Paraíba e o Recife. Sabe-se também que as terras ao sul do Pitimbu estavam, em 1889, nas mãos do senhor do Engenho Pitimbu, João Duarte da Silva. Posteriormente, o fidalgo comprou a maioria das propriedades vizinhas, incluindo uma grande área de tabuleiro plano ao sul do rio que dava nome à propriedade, distante 18 quilômetros de Natal. A área era conhecida como "a planície de Parnamirim" e fazia parte do Engenho Cajupiranga.


Em 1927, o português Manuel Machado passou a ser o novo dono das terras do Engenho Pitimbu, que se estendiam dos limites com os Guarapes, Macaíba, ao norte, e as terras do Engenho Cajupiranga, ao sul. Ele adquiriu fazendas, sítios, engenhos e terras férteis, mas também áreas extensas e desabitadas. Com a posse das terras não esperava ganhar nenhum título nobiliárquico, mas apenas que a cidade crescesse e exigisse novos espaços para moradias.

No entanto foi em meio à aventura dos pioneiros da aviação civil que Parnamirim nasceu. Em 1927, foram abertas diversas rotas aéreas no Brasil. Para isso, foram escolhidas algumas áreas ao longo dessas rotas a fim de que se pudesse ser instalada uma rede de aeroportos.

Dessa forma, a Compagnie Generale Aéropostale - CGA (antiga Compagnie Générale d´Entreprise Aéronautique - CGEA) instalou o campo de pouso (para ser a cabeça da linha transatlântica na América do Sul) numa área doada pelo então dono da maior parte das terras pertencentes ao "município", o comerciante Manuel Machado, que contava com a imediata valorização do restante da sua propriedade.

Nesse mesmo período, foi construída "uma estrada de rodagem, ligando Natal ao campo de aviação em Pitimbu", facilitando, assim, a instalação da Aéropostale no Estado. Essa estrada, na verdade, era uma estrada carroçável que saía do caminho que levava ao porto dos Guarapes, em Macaíba, passava pelo engenho Pitimbu e acompanhava a linha férrea Natal/Nova Cruz, até o novo campo.


Nos anos seguintes, com a expansão das atividades da Aéropostale, que viria a ser absorvida em outubro de 1933 pela Air France, Manuel Machado vendeu novos pedaços de terra para a ampliação do "aeroporto de Parnamirim".

Em 1933, a Air France absorveu todas as companhias privadas de aviação civil. Novos investimentos foram feitos no campo e a companhia estatal francesa transferiu os hangares e demais instalações para o outro lado da pista de pouso, onde hoje estão as instalações da Base Aérea de Natal. A partir daí, ficou reconhecida a importância de Parnamirim para o desenvolvimento da aviação internacional.

Com o desenrolar da Segunda Guerra Mundial, o governo Vargas se viu forçado a assinar um acordo de defesa mútua (julho de 1941), ceder as áreas para a instalação de bases norte-americanas no Nordeste (outubro de 1941), romper relações diplomáticas com a Alemanha, Itália e Japão (janeiro de 1942) e, por fim, em 22 de agosto, declarar guerra aos países do Eixo. A construção das bases naval e aérea, em Natal, seria fruto desses acordos.

Para manter as aparências da participação conjunta nos esforços de guerra e salvar a auto-estima brasileira, o governo criou por decreto a Base Aérea de Natal, que daria o impulso decisivo para o surgimento da cidade de Parnamirim. A pista de pouso das companhias comerciais dividia ao meio o campo de Parnamirim. Os brasileiros ficaram com o lado oeste, onde já estavam as instalações da Air France e da companhia de aviação italiana (LATI), desativadas desde o início da guerra na Europa. Eram instalações modestas demais para atender o esforço de guerra dos aliados e os americanos preferiram ocupar o lado leste. Lá, eles estavam construindo um novo campo, a Base Leste: Parnamirim Field, o maior campo de aviação e base de operações militares que os Estados Unidos viria a ter, durante a Segunda Guerra, fora do seu território.

Em termos estratégicos, Parnamirim Field foi a base de um triângulo que apontava para o "teatro de operações" (o norte da África e o sul da Europa), onde a sorte dos aliados contra os nazistas estava sendo lançada. Este triângulo era identificado nos mapas estratégicos norte-americanos como Trampoline of Victory.

Somente em outubro de 1946, dezessete meses após a rendição da Alemanha, a Base Leste foi entregue a Força Aérea Brasileira. No mesmo ano foi inaugurada a Estação de Passageiros da Base Aérea de Natal, elevada à condição de Aeroporto Internacional Augusto Severo, em 1951.

Para não deixar o Brasil por fora dos conhecimentos tecnológicos que a corrida espacial certamente traria à humanidade, o presidente Jânio Quadros criou a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CNAE). Como conseqüência, em 12 de outubro de 1965, o Ministério da Aeronáutica oficializou a criação do Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno (CLBI), instalado em área do município de Parnamirim, e que nos dez anos seguintes, deu a Natal a fama de "Capital Espacial do Brasil", desenvolvendo vários projetos internacionais em parceria com a NASA. Um dos motivos que levar am à escolha do Nordeste para a instalação de uma base brasileira de lançamento de foguetes já é conhecido e comprovado pela sua posição estratégica em relação ao tráfego aéreo entre a Europa, Norte da África e Estados Unidos.