Mostrando postagens com marcador Entretenimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Entretenimento. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de abril de 2020

Voando Alto | Boa opção de filme para quem gosta de viajar!

Se tivesse sido dirigido por Donald Petrie ("Miss Simpatia") ou Roger Kumble ("Tudo para Ficar com Ele"), "Voando Alto" seria só ruim, como a maioria das comédias românticas ligeiras hollywoodianas - e nem é o caso de desprezar totalmente o gênero, que já nos deu ótimos filmes como "Harry e Sally", "Uma Linda Mulher" e "Quatro Casamentos e um Funeral".

O problema é que "Voando Alto" ("View from the Top"), filme hollywoodiano dirigido pelo brasileiro Bruno Barreto, traz piadas sem graça, agradando apenas aqueles que gostam de viajar.

É o mesmo Bruno Barreto que comandou "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (1976), um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema nacional, e "O Que É Isso, Companheiro" (1997), sobre episódio importante da história recente nacional. É também o mesmo Bruno Barreto que é o primogênito do clã Barreto, que influencia o cinema local há décadas, formado pelo Luiz Carlos, Lucy e o caçula Fábio.

Julgado apenas por seu resultado, "Voando Alto" é mediano. Conta a história de Donna Jensen (Gwyneth Paltrow), menina do interior que se cansa de sua vida de perdedora, com a mãe ex-dançarina de boate no quarto marido, e tenta carreira como comissária de bordo, depois de se inspirar pela vida de Sally Weston (Candice Bergen), uma espécie de Lair Ribeiro das comissárias de bordo. No caminho, conhece e se apaixona por Ted (Mark Ruffalo), que vai complicar tudo.

Pode até faltar alma, mas tem lá seu lado bom. Meia hora passada, e o espectador se vê torcendo mais pelo fim do filme do que para que a incansável corrida de Donna rumo ao sucesso e ao amor perfeito dê certo. O roteiro do novato Eric Wald é tão esquemático e previsível que parece tirado de um curso de cinema em dez lições. E Gwyneth Paltrow está burocrática, parecendo contrariada (disse a mídia que a atriz se referia ao filme como "View from my Ass", "vista da minha bunda", pelo figurino exíguo).


Julgado como um filme dirigido por um cineasta brasileiro, "Voando Alto" é um espanto. Daria um prato cheio para psicanalistas, por sua luta em parecer mais norte-americano que o mais norte-americano dos norte-americanos e em não revelar NENHUM detalhe de sua origem tropical, um vício que acomete alguns patrícios que se expatriam nos EUA, onde Bruno Barreto vive com a mulher, a atriz Amy Irving, e os filhos há alguns anos.

Para não dizer que foi tudo em vão, dois aspectos seguram o filme. O primeiro é a trilha sonora, propositadamente brega no último, com "Don't Stop Believing", do Journey, "Living on a Prayer", do Bon Jovi, arranjos de "Time After Time", e outras.

O outro é a participação infelizmente pequena de Mike Myers (de "Austin Powers") como um instrutor impossivelmente estrábico. De chorar de rir suas micagens e a fotomontagem de sua prateleira, que traz fotos do personagem com outros vesgos famosos, como Marty Feldman, Peter Falk e Sammy Davis Jr.

Voando Alto
View from the Top

Produção: EUA, 2003
Direção: Bruno Barreto
Com: Gwyneth Paltrow, Mark Ruffalo, Mike Myers, Christina Applegate

segunda-feira, 6 de abril de 2020

O Trip TimeSahre indica 4 livros que são uma viagem!

Há uma série de clichês e citações a unir viagens e literatura – talvez porque as duas coisas estejam mesmo ligadas, como provam os guias de viagens e alguns romances nos quais as cidades se tornam protagonistas. Então, garimpamos uma seleção de literatura de viagem.

Espero que os livros citados aqui inspirem roteiros de férias para você e sua família e que sejam companheiros em uma jornada ou que, enfim, fizeram jus ao clichê de viajar sem sair do sofá.


"Minha Luta", de Karl Ove Knausgard
(ed. Companhia das Letras; R$ 57,90)

"Ao ler os primeiros quatro volumes da saga do escritor norueguês, procure acessar o Google Imagens para ver ruas, esquinas, bares e fiordes da Noruega. Como a descrição do autor é minuciosa, depois de ler você poderá conferir a imagem. Vá à Escandinávia sem sair do sofá."

"Rome, Naples et Florence", de Stendhal
(inédito no Brasil; € 9,90, ou R$ 47,60)

"Tente colocar na sua lista de livros essenciais para ler em 2020, o diário de viagens de Stendhal. É uma viagem no tempo, pois traz uma visão do século 19, repleta de referências artísticas e românticas das cidades tema do texto."

"O Livreiro de Cabul", de Asne Seierstad
(ed. Record, R$ 62,90)

"Esse livro ocupa um lugar especial na lista de muita gente que ama viajar. O texto traz uma história fantástica sobre o Talibã, sobre a mulher na sociedade afegã e vários outros assuntos relatados na excelente obra."

"Vagabonding", de Rolf Potts
(inédito no Brasil; R$ 51,40)

"O autor, americano, abandonou emprego e vida pessoal para se dedicar a sua maior paixão: viajar. E mostra que é possível rodar o mundo, ver as mais lindas paisagens e conhecer as mais diferentes culturas gastando pouquíssimo."

segunda-feira, 30 de março de 2020

Resenha: Seja Foda! | Caio Carneiro

Seja Foda é para todas as pessoas que querem ser especialistas nas áreas em que atuam, e claro, no seu dia-a-dia! Você já questionou pra onde está indo? Aonde quer chegar? Se está se dedicando o suficiente naquele projeto que tanto ama?

Bom, eu me questiono todos dias, principalmente no que estou fazendo em relação a esse universo todo do Eu Amo. As vezes me sinto perdido em como fazer funcionar, em fazer esse projeto ser FODA e inspirar mais pessoas.

O livro faz você questionar tudo a sua volta, sobre sua postura em relação aos seus sonhos. Bom, eu embarquei e repensei uma série de coisas, mas não quero ficar falando sobre mim. Se você quer tornar seus projetos em algo incrível continue lendo essa resenha e espero que seja o primeiro passo pra você ser foda!

Se não existe uma expectativa positiva sobre algo que você está realizando, você não se entrega de corpo e alma, não vive para o negócio, para aquilo que está fazendo. E dessa forma você não realiza o que pretende”.

Sinopse: Aposto que você quer, no final da sua vida, olhar para trás, bater no peito com o coração cheio de felicidade, sem falsa modéstia, com plena convicção e serenidade, e dizer: minha vida foi FODA.

Mas calma, encontrar este livro é só o começo.


Agora, você precisa levá-lo com você. Com ele, você vai aprender comportamentos e atitudes necessários para conquistar, em todos os aspectos da sua vida, resultados incríveis.

Ele vai provocar e inspirar você não só a ter o espírito elevado e sonhar com coisas inimagináveis, mas também se tornar consciente do que precisa fazer para realizar cada um desses sonhos. Vamos juntos?

Posicione-se como alguém capaz de fazer diferença positiva no mundo e você passará a acreditar que consegue ter o melhor que a vida pode oferecer”.

#OpiniãoEuAmo: Uma vez não foi o suficiente pra absorver todas as coisas de Seja Foda!. Tive que começar de novo e quando percebi, tinha terminado novamente. Em menos de 24h.

Comprei ele despretensiosamente, estava passeando pela Saraiva, quando o título me chamou muito atenção. Caio Carneiro tem a escrita direta, sem muitas explicações técnicas e difíceis de serem entendidas. Ótimo pra quem ta começando a ler sobre desenvolvimento pessoal. Nem adianta tentar se segurar, ao final da leitura o seu livro vai estar cheio de marcações e rabiscos, porque TUDO que ele fala é importante.

Me traz uma vaga lembrança de A sutil arte de ligar o foda-se, pela maneira que tudo é colocado e até mesmo o próprio tema. Ele aborda pontos de como viver e fazer as coisas com intensidade, mas sempre medindo resultados, isso é sua bússola. Você precisa saber onde quer chegar. Seja sempre um questionador e pare de aceitar o óbvio.

Se você quer ser uma pessoa FODA, faça mais e não só o possível. Tenha foco! O meu único problema com Seja Foda! foi a diagramação. Os parágrafos começavam bem na borda da página e muitas vezes tinha 1  parágrafo e o resto ficava vazio. Entretanto, não e nada que atrapalhe a leitura.

No mais, não leia esse livro! Deguste, absorva e seja a mudança que tanto quer ser.

domingo, 29 de março de 2020

À Procura da Felicidade | Crítica

Baseado numa história real, À Procura da Felicidade é o tipo de filme perfeito para os que gostam de um drama bem triste, no qual o protagonista, geralmente carismático, sofre muito. Mas muito mesmo. O roteiro é inspirado na história real de Christopher Paul Gardner, que virou um milionário após passar maus bocados na cidade de São Francisco. Exatamente por isso, o final feliz é esperado. Mesmo assim, o filme é capaz de envolver o espectador, que se pega torcendo pelo protagonista mesmo sem querer.

Chris Gardner (Will Smith) é um homem sonhador que resolve investir todas as suas economias em modernas máquinas que fazem exames semelhantes às de raio X. Pela semelhança entre os dois equipamentos, ele não consegue recuperar o investimento. Nenhum médico quer comprar o aparelho que ele carrega entre um ônibus e outro. Por isso, tem dificuldades de sustentar sua mulher, Linda (Thandie Newton), e o filho pequeno, Christopher (Jaden Smith, filho de Will Smith também na vida real). Gradativamente, a família afunda em dívidas e conflitos. É quando Chris tem a idéia de tentar, a qualquer custo, trabalhar como corretor da bolsa - um emprego em plena ascensão no começo dos anos 80, quando se passa a trama. Mesmo sem estudos qualificados. Sua força de vontade, carisma e facilidade nos assuntos da matemática faz com que sua esperança de conseguir um emprego fixo e sustentar seu filho nunca seja abandonada.


Verdade seja dita: À Procura da Felicidade é um grande dramalhão e não tem medo de se assumir como tal. Também, pudera: além de ser baseado numa história triste, repleta de clichês envolvendo a superação de um homem em nome da família, é dirigido pelo italiano Gabriele Muccino (O Último Beijo). Culturalmente, italianos sabem trabalhar melhor um drama pesado do que os americanos. Talvez por isso, Muccino foi escalado pelo próprio Smith para a condução desta trama. Além disso, Will Smith mostra uma excelente atuação. Ironicamente, ele mesmo é um ator que se superou e mostrou também saber interpretar, além de ser comediante e rapper.

Mais do que a dificuldade financeira do protagonista, À Procura da Felicidade foca seu relacionamento com o filho pequeno e seu desejo de ser uma forte figura paterna para o menino. Mais do que respeito, Chris quer que a criança sinta orgulho dele, não importando as adversidades que a vida lhes impõe. Para ele, conseguir um emprego como corretor de ações está relacionado à procura da felicidade do título, ao lado de seu filho, do que à ascensão social e financeira. Afinal, este era o emprego dos sonhos de qualquer jovem yuppie norte-americano nos anos 80 e 90.


Além do carisma de Smith, também é importante reforçar a importância da escalação de seu filho para interpretar este personagem. A química entre pai e filho é levada à tela naturalmente, ponto essencial para a construção da dinâmica entre os dois personagens, que alterna momentos tensos e leves, típicos nesse tipo de relação. Apesar da conclusão do roteiro ser óbvia, a trama é envolvente o suficiente para fazer com que o espectador se emocione.

NOTA: 90