domingo, 14 de maio de 2023

Ribeira é um bairro histórico da cidade de Natal, no estado do Rio Grande do Norte.

Ribeira é um bairro histórico da cidade de Natal, no estado do Rio Grande do Norte.

Inserido na zona leste da cidade, o bairro compreende duas áreas (utilizada pelo setor imobiliário): a Ribeira Histórica (parte baixa do bairro) e o Alto da Ribeira (parte alta do bairro). Depois de uma série de ações promovidas para a revitalização do bairro, o mesmo está recebendo diversos investimentos, principalmente a instalação de vários arranha-céus na região tais como o edifício Mirante João Olímpio Filho, o maior da cidade. Tal fenômeno é atribuído pela Lei de Operação Urbana da Ribeira, de 1997, que foi revisada em 2007. Esta lei concede uma série de benefícios fiscais e construtivos a fim de reabitar o bairro, restaurar prédios históricos e atrair novos investimentos.

A Ribeira faz limite com o rio Potenji (ao Oeste), os bairros de Santos Reis e Rocas (ao Norte), TirolPetrópolisRocas (ao Leste) e Cidade Alta (ao Sul).

O bairro abriga tradicionalmente dezenas de repartições públicas, notadamente a sede estadual da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Companhia de Processamento de Dados do Rio Grande do Norte (Datanorte), Junta Comercial do Rio Grande do Norte (Jucern), Juizado Especial Cível, Fundação Procon, sede da Delegacia Regional do Trabalho (DRT-RN), Central de Atendimento ao Contribuinte da Receita Federal (CAC-RN), Instituto Técnico-Científico de Polícia (ITEP-RN), Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), além de agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.

História

O historiador potiguar Câmara Cascudo explica assim a origem do nome do bairro:

"Ribeira porque a praça Augusto Severo era uma campina alagada pelas marés do Potengi. As águas lavavam os pés dos morros. Onde está o Teatro Alberto Maranhão, tomava-se banho salgado em fins do século XIX. O português julgava estar vendo uma ribeira. O terreno era quase todo ensopado, pantanoso, enlodado. Apenas alguns trechos ficavam a descoberto nas marés altas de janeiro.

A Rua Chile tem significativa importância histórica no bairro. Atualmente é cenário de importantes eventos culturais. A Ribeira é berço de importantes personalidades natalenses. Lá viveram Café Filho, Câmara Cascudo, Henrique Castriciano, Ferreira Itajubá, Zé Areia, Pedro Velho, Newton Navarro, Aderbal de França, Erasmo Xavier e Januário Cicco, entre outros.

A Ladeira da Marpas (ao fundo) na Av. Gustavo Farias marca a divisão entre a Ribeira Histórica (parte baixa) e o Alto da Ribeira (parte alta).

Praça Augusto Severo, conhecida popularmente como "Largo do Teatro", localizada na Ribeira Histórica.

Mas em 1838, lá existiam somente quatro ruas: a rua do Aterro, a rua Duque de Caxias, a rua Silva Jardim e a rua da Alfândega. A primeira é hoje conhecida como Junqueira Aires, enquanto a rua da Alfândega tornou-se rua do Comércio e desde 1932 é chamada de Rua Chile.

A Ribeira é o segundo bairro de Natal. No início, era conhecido como Cidade Baixa, em oposição ao bairro mais antigo, a Cidade Alta.

A partir de meados do século XIX, consolidou-se o comércio na região, de artigos que chegavam e partiam pelo rio Potenji, em uma relação negocial dominada por Pernambuco. Mais tarde, essa vocação da região para centro de comércio de mercadorias pelos navios se consolidaria com a conturbada construção do Porto de Natal.

Entre 1869 e 1902, a sede da Administração Provincial funcionou na Rua do Comércio (atual Rua Chile), na Ribeira, retornando em seguida para a Cidade Alta.

Em 1897, quando Natal só tinha os bairros da Ribeira e da Cidade Alta, Olympio Tavares, então vice-presidente da Intendência Municipal, fez realizar o primeiro censo demográfico da cidade, que apontou a existência de 2.800 moradores, na maioria solteiros e analfabetos. Outros censos foram depois realizados, sem jamais registrar população superior a esta.

Em 1905, foi inaugurada a Praça Augusto Severo, em homenagem ao norte-riograndense pioneiro da aviação morto no acidente do dirigível Pax. Alguns anos mais tarde, ela receberia estátuas de Nísia Floresta e do próprio Augusto Severo. Por duas vezes, em 1930 e em 1933, um balão dirigível de fabricação alemã, o Graf Zeppelin, sobrevoou Natal e jogou homenagens para o aeronauta potiguar sobre a praça que levava seu nome.

A praça recebeu melhorias e tornou-se importante ponto de encontro. Ao seu redor foram construídos prédios tradicionais, como o Teatro Carlos Gomes (hoje Teatro Alberto Maranhão), o Cine Polytheama (primeiro cinema de Natal), a Antiga Escola Doméstica de Natal, o Grupo Escolar Augusto Severo (que também foi sede do Atheneu e da Faculdade de Direito), o Colégio Salesiano São José, a Estação Rodoviária de Natal (hoje transformada em museu), e a Estação da Great Western.

No início do século XX, foi o primeiro bairro de Natal a receber iluminação pública.

Nos anos 1940, funcionava no bairro o mais importante hotel da cidade, o Grande Hotel, que hospedou importantes personalidades durante a Segunda Guerra Mundial. O bairro foi o núcleo do comércio da cidade, até perder espaço, após a Guerra, para a Cidade Alta e o Alecrim.

Em 1966, começaram a circular as balsas que faziam a travessia Natal-Redinha.

Em 1983, foi concluída a drenagem e o esgotamento sanitário do bairro, e em 1990, passou a integrar a Zona Especial de Preservação Histórica, juntamente com o bairro de Cidade Alta.

Na década de 1990, um projeto de revitalização incluiu a recuperação das fachadas dos imóveis da Rua Chile, e a ampliação da iluminação e do calçamento.

Teatro Alberto Maranhão, na Ribeira

- O Circuito Histórico, Turístico e Cultural da Ribeira compreende trinta atrações. Dele fazem parte.

- Teatro Alberto Maranhão: um dos prédios mais belos da capital potiguar, teve sua construção iniciada em 1898. De estilo art-nouveau, é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Rio Grande do Norte.

- O Centro Cultural Casa da Ribeira: ambiente que compreende uma sala de teatro, uma sala de artes visuais e uma sala de convivência, onde ocorrem saraus, conferências e lançamentos de livros.

- A Rua Chile: de noite agitada, local de eventos como o festival Música Alimento da Alma (Mada) e o Encontro Natalense de Escritores (ENE).

- O Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão: inaugurado em 2008, no prédio do antigo Terminal Rodoviário de Natal.

- As casas de personagens importantes do bairro, como a do ex-presidente Café Filho, a do poeta Ferreira Itajubá e a do médico Januário Cicco.

- A Praça Augusto Severo, e os monumentos e prédios históricos ao seu redor.

- O Circuito Cultural Ribeira, evento realizado com o intuito de atrair frequentadores para o bairro por meio de atrações culturais.

- Metade dos imóveis da Ribeira tem finalidade residencial e um terço dos domicílios é alugado.

Entrada do Porto de Natal, na Ribeira

Das 620 empresas lá estabelecidas em 2006, cerca de 42% dedicavam-se ao comércio (sobretudo o varejista), 34% aos serviços e 24% à indústria.

O rendimento mensal médio dos moradores da Ribeira era de 11,29 salários mínimos em 2000, maior do que a média do município de Natal e da Região Administrativa Leste. No entanto, quase a metade da população vive em domicílios com renda de até cinco salários mínimos.

No bairro está localizado um assentamento precário: a Favela do Maruim, que reúne 572 pessoas em 143 edificações.

domingo, 7 de maio de 2023

Saiba a história da Ponte de Igapó, que divide a Zona Norte das demais partes da cidade Natal/RN


A famosa Ponte de Ferro de Igapó foi uma construção muito importante do ponto de vista econômico para a Natal do início do século XX. Ela teve o papel de facilitar a ligação do comércio da capital com o interior do Rio Grande do Norte, quando da continuação da construção de uma linha férrea para transporte de mercadorias como açúcar e algodão.

Esse comércio, no século XIX era feito a partir do Rio Potengi, com as embarcações partindo de Natal e passando pelas cidades que o margeavam. A construção da linha férrea e consequentemente da ponte, de “resultaram de uma escolha deliberada da elite políticoadministrativa da província, a partir de 1889, do estado do Rio Grande do Norte, no sentido de reforçar o papel de Natal como capital, ao integrá-la com o interior” (TEIXEIRA, 2015). 

A ponte foi desativada em 1970, quando da construção de outra ponte, mas de concreto, que comportaria o fluxo de veículos automotivos.

Nos dias de hoje, a antiga Ponte de Igapó continua presente na visão de quem faz o translado entre as duas porções territoriais de Natal separadas pelo Rio Potengi – em outras palavras, da conhecida Zona Norte em direção às outras regiões da cidade e vice-versa.

Ela serve atualmente como ponto turistíco da cidade, principalmente para quem vem de outras cidades, já que quem passa por ela todos os dias já se acostumou com a obra de arte. Suas condições estruturais estão precisando de reforma, coisa que ainda não entrou na lista de prioridades do Governo do Estado.

Conhecida como Ponte do Potengi, foi inaugurada em 20 de abril de 1916. A ponte de aspecto elegante media a extensão total de 550 metros, sendo, na época, a maior ponte do Norte e Nordeste do Brasil. Sua superestrutura metálica comportava nove vão de 50 metros, e um vão de 70 montados sobre colunas, sólidas e resistentes. Permaneceu a ponte sendo utilizada, durante mais de 50 anos, como único elo de ligação entre a Capital e os municípios do norte do Estado.

Tudo começou com as Capitanias Hereditárias quando o Rei de Portugal Dom João III, em 1530, dividiu o Brasil em lotes. As terras que hoje compreendem ao Rio Grande do Norte couberam a João de Barros e Aires da Cunha. A primeira expedição portuguesa aconteceu cinco anos depois com o objetivo de colonizar as terras. Antes disso, os franceses já aportavam por aqui para contrabandear o pau-brasil. E esse foi o principal motivo do fracasso da primeira tentativa de colonização. Os índios potiguares ajudavam os franceses a combater os colonizadores, impedindo, a fixação dos portugueses em terras potiguares.

Passados 62 anos, em 25 de dezembro de 1597, uma nova expedição portuguesa, desta vez comandada por Mascarenhas Homem e Jerônimo de Albuquerque, chegou para expulsar os franceses e reconquistar a capitania. Como estratégia de defesa, contra o ataque dos índios e dos corsários franceses, doze dias depois os portugueses começam a construir um forte que foi chamado de Fortaleza dos Reis Magos, por ter sido iniciada no dia dos Santos Reis. O forte foi projetado pelo Padre Gaspar de Samperes, o mesmo arquiteto que projetou a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Apresentação.

Concluído o forte, logo se formou um povoado que, segundo alguns historiadores, foi chamado de Cidade dos Reis. Depois, Cidade do Natal. O nome da cidade é explicado em duas versões: refere-se ao dia que a esquadra entrou na barra do Potengi ou a data da demarcação do sítio, realizada por Jerônimo de Albuquerque no dia 25 de dezembro de 1599.

Com o domínio holandês, em 1633, a rotina do povoado foi totalmente mudada. Durante 21 anos, o forte passou a se chamar Forte de Kenlen e Natal, Nova Amsterdã. Com a saída dos holandeses, a cidade volta à normalidade. Nos primeiros 100 anos de sua existência, Natal apresentou crescimento lento. Porém, no final do século XIX, a cidade já possuía uma população de mais de 16 mil habitantes.

sábado, 6 de maio de 2023

Touros/RN | O que fazer, onde ficar e quando ir!

Casa do pôr do sol mais bonito do Brasil, Touros, cidade do Rio Grande do Norte, é uma opção menos badalada de turismo em relação à vizinha e famosa São Miguel do GostosoSituada bem na “esquina” da América do Sul, a cidade reserva aos visitantes praias paradisíacas, onde a natureza parece ter sido muito generosa.

O melhor de tudo é que você poderá curtir todas essas belezas sem se preocupar com praias lotadas de turistas, quase como um paraíso particular no Nordeste brasileiro.

Que tal conhecer esse destino apaixonante na sua próxima viagem? 

Neste artigo, você encontra todas as informações necessárias para começar a montar o seu roteiro! 

Touros/RN - Descubra o que fazer no destino!

Há quem diga que as primeiras frotas de Portugal desembarcaram no Brasil em Touros, Rio Grande do Norte, e não em Porto Seguro, cidade da Bahia. Esse questionamento é feito porque a cidade de Touros fica bem na “esquina” do país, onde o litoral brasileiro começa a ser dividido em leste e oeste, em um ponto mais próximo da costa europeia.

Estamos falando de um dos destinos mais paradisíacos do Brasil!

Por ali, você encontrará diferentes tipos de praias: com falésias, dunas, coqueirais ou vegetação de restinga, com piscinas naturais ou mar bravo, perto de bares e restaurantes ou até mesmo praias desertas. Isto é, Touros é o destino certo para quem gosta de praia de todos os jeitos!

Há também as atrações culturais e históricas, como o Marco de Touros e o Marco Zero da BR-101, que conecta o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, ou o maior farol brasileiro, o Farol do CalcanharVocê ainda poderá conhecer a fundo a deliciosa gastronomia potiguar, desfrutar de excelente infraestrutura de serviços e recarregar as energias em hotéis incríveis, cheios de comodidade!

Onde fica Touros?

A cidade de Touros fica no extremo nordeste sul-americano, onde as costas norte e leste se encontram, bem pertinho de Natal: são apenas 85 km de distância, ou 1h15 de viagem pela BR-101. Na prática, essa é uma ótima notícia para o turista, que pode desembarcar no O Aeroporto Internacional de Natal - Governador Aluízio Alves, no municipio São Gonçalo do Amarante, e finalizar a viagem em pouco tempo, com conforto e praticidade.

Depois de desembarcar no RN, você pode optar entre alugar um carro, contratar um transfer ou finalizar sua viagem de táxi, com custo médio de R$ 200,00 (em abril/2023). 

De ônibus, a linha 155 (NatalTouros via Ceará-Mirim) parte em diversos horários diários do Complexo Rodoviário Severino Tomaz Da Silveira com destino ao Terminal Rodoviário Otto Leite, já em Touros.

A “esquina do Brasil” fica bem perto de vários destinos incríveis, que você pode conhecer em bate-volta, como São Miguel do Gostoso, Morro dos Martins e Maracajaú

Quando visitar a cidade de Touros?

Como Touros, fica bem perto da Linha do Equador, o clima na cidade costuma ser bastante estável ao longo do ano: os termômetros registram mínimas em torno de 25ºC e máximas de 31ºC, até mesmo no inverno. Enquanto o calor não deve ser um problema para sua viagem, as chuvas talvez possam frustrar seus dias de praia no primeiro semestre, especialmente entre os meses de fevereiro e julho. Por isso, vale a pena programar a viagem entre meados de agosto e dezembro para curtir dias de céu aberto e muito sol!

A cidade vive do turismo e dispõe de boa infraestrutura, com direito a vários resorts all inclusive, hotéis e pousadas à beira-mar. Por isso, não é difícil encontrar onde se hospedar em Touros. A maior concentração de estabelecimentos de hospedagem fica na praia mais conhecida da cidade, a Praia de Touros, onde você também encontrará comércio, opções gastronômicas e serviços variados.

Também existem alguns bons hotéis e pousadas na região do Marco Zero da BR-101, embora em menor quantidade, bem como na Praia de Perobas ou na Praia do Carnaubinha: regiões perfeitas para quem faz questão de sossego. 

Se você gosta de praia e sossego, Touros é o destino perfeito para sua próxima viagem. A cidade tem quase 35 km de litoral quase intocado, onde você encontrará praias de todos os jeitos e muitas outras atrações!

O que fazer em Touros, RN!

Marco de Touros 

O monumento mais antigo do país fica nessa pacata cidade potiguar: o Marco de Touros foi instalado pelos portugueses em 1501, apenas 1 ano depois da chegada oficial ao Brasil.

Esse fato curioso reforça as suspeitas do desembarque no Rio Grande do Norte antes da Bahia.

A peça, que não passa de uma pedra marcada com a insígnia da Coroa Portuguesa, é, na verdade, uma réplica do monumento original, hoje guardado em um museu de Natal.

De qualquer forma, vale a visita enquanto você estiver na cidade. É uma oportunidade única de conhecer o primeiro monumento brasileiro!

Marco Zero da Rodovia BR-101 

A maior rodovia do Brasil, a BR-101, conecta o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, estendendo-se por mais de 4.650 km para ligar os dois extremos do país. O que você talvez não saiba é que a rodovia começa justamente em Touros!

Uma das principais atrações históricas da cidade é o Marco Zero da Rodovia BR-101, instalado a apenas 5 km do centro da cidade.

O monumento foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e fica estrategicamente posicionado de frente para o mar azul e um extenso coqueiral.

Durante sua visita a Touros, não deixe de conhecer a Praia do Calcanhar, onde fica o maior farol de todo o país.

Com mais de 62 metros de altura, o farol abre suas portas à visitação aos domingos: depois de superar os quase 300 degraus até o topo, você poderá contemplar boa parte do litoral potiguar.

A Praia do Calcanhar também é bastante curiosa!

Neste exato ponto do mapa, o litoral brasileiro deixa de ser dividido entre norte e sul para ser dividido entre leste e oeste, sendo um dos pontos mais orientais da América do Sul!

Praia de Touros

Gosta de praias tranquilas, sem grandes multidões, perfeitas para descansar e curtir o mar? Prepare-se para se apaixonar pela Praia de Touros, no Rio Grande do Norte! A praia que dá nome à cidade é bastante calma e não recebe muitos banhistas, mesmo na alta temporada.

A faixa de areia é extensa, o que acaba atraindo praticantes de esportes como futebol de praia, futevôlei e corridas à beira-mar. Você também encontrará alguns quiosques e restaurantes que oferecem serviço na faixa de areia.

Praia de Perobas 

Considerada uma das melhores praias para família em Touros, a Praia de Perobas, do RN, é também uma das mais bonitas da cidade. Na maré baixa, formam-se várias piscinas naturais de águas calmas e cristalinas que fazem a festa de pessoas de todas as idades, incluindo crianças. Partem da Praia de Perobas vários passeios de lancha até recifes de coral, localizados a cerca de 5 km da costa: um dos melhores pontos para mergulho do Nordeste brasileiro.

Aproveite sua visita para tirar uma foto no curioso “coqueiro aleijado”, cujo tronco é curvado em 90 graus, e saborear frutos do mar fresquinhos em um dos restaurantes da região!

Praia de Carnaubinha

As águas mornas e calmas da Praia de Carnaubinha parecem um convite perene a um agradável banho de mar. A faixa de areia é rodeada por muitos coqueiros, além de alguns quiosques e barzinhos mais simples que servem petiscos e bebidas aos banhistas.

Embora a praia abrigue algumas pousadas e poucos estabelecimentos comerciais, a região costuma ser tranquila e pouco movimentada, até mesmo nos meses de alta temporada!

Praia do Cajueiro

A partir da Praia do Calcanhar é possível chegar à Praia do Cajueiro, a primeira praia que fica oficialmente no litoral norte do Brasil. O mar na região, que é formada por uma enseada, é ligeiramente mais agitado, o que acaba atraindo muitos surfistas, então redobre a atenção se resolver tomar um banho de mar!

Praia Pititinga

O visual da Praia Pititinga parece uma pintura. Imensas dunas de areia fina e bem clarinha contrastam com coqueirais e até algumas falésias que tornam o cenário mais selvagem. A região abriga uma pitoresca vila de pescadores, de onde partem passeios de buggy pelas dunas e por outras praias de Touros.

Além disso, estamos falando de uma das melhores praias para banho na cidade, graças ao mar quente, cristalino e calmo em Pititinga.

Passeios para fazer perto de Touros

Por mais que a cidade seja repleta de belas praias e muitos atrativos turísticos, vale a pena não limitar o seu roteiro apenas à “esquina do Brasil”. Existem várias praias perto de Touros, RN, que podem deixar sua viagem ainda mais rica!

Um dos grandes destaques é a turística São Miguel do Gostoso, queridinha entre os famosos e um dos principais destinos do Nordeste, a apenas 32 km de Touros.

A 64 km da cidade fica a encantadora Pedra Grande, cujo litoral é formado por gigantescas falésias avermelhadas e mar azul cristalino de águas bem mornas.

Por fim, não deixe de visitar Galinhos, a 90 km de Touros, que fica em uma península formada por muitas dunas e praias de água doce ou salgada!

O que fazer à noite em Touros, RN?

Não é tão simples encontrar o que fazer à noite em Touros, RN. 

O ponto forte da cidade é justamente a tranquilidade, o que também significa que a vida noturna local é bastante pacata, com poucas opções de entretenimento.

Como a maioria das atrações pode ser desfrutada no período diurno, uma boa opção para a noite é aproveitar para conhecer um pouco mais da gastronomia potiguar. 

Existem bons restaurantes em Touros que servem pratos à base de pescados e frutos do mar.

Na região central você encontrará alguns poucos barzinhos que ficam abertos até mais tarde. Na alta temporada, esses estabelecimentos até oferecem programação com música ao vivo!

Se você estiver hospedado em algum grande resort da região, também poderá curtir atrações de entretenimento noturno nos períodos de férias e fins de semana.

Onde comer em Touros, RN?

Os restaurantes em Touros, RN, têm a cara da cidade: costumam ser mais rústicos, com cardápios repletos de delícias como frutos do mar e peixes frescos.

Para se deliciar com os aromas e temperos da comida nordestina, recomendamos o Restaurante Recanto Nordestino, o Restaurante do Vozinho, a Barraca Miramar, a Tapiocaria 2 Irmãos e o Restaurante Beira Mar Paraíso do Brasil.

Se você gosta de fast food e sanduíches, vale a pena conhecer o Galeto Assado do Maurício e o Leck’s Burger.

Quem procura um ambiente mais requintado, por sua vez, pode gostar d’O Castelo ou do Peró Praia e Restaurante, na Praia de Perobas.

quinta-feira, 4 de maio de 2023

Conheça Parnamirim, cidade do Rio G do Norte, e base aérea dos Estados Unidos durante Segunda Guerra Mundial


Há registros a respeito da doação de extensas áreas a capitães-mores, datadas entre 1600 e 1633 (ano da invasão holandesa), com várias referências a topônimos que hoje fazem parte do município de Parnamirim. O Rio Pitimbu, com seus nomes antigos, é uma delas. Porém, apesar das distribuições feitas pelos capitães-mores e da cobiça dos fidalgos por propriedades, as terras de Parnamirim permaneceram inaproveitadas e despovoadas por séculos.

Em 1881, a região foi cortada pelos trilhos da linha férrea entre Natal e Nova Cruz, seguindo de perto o traçado do velho caminho para a Paraíba e o Recife. Sabe-se também que as terras ao sul do Pitimbu estavam, em 1889, nas mãos do senhor do Engenho Pitimbu, João Duarte da Silva. Posteriormente, o fidalgo comprou a maioria das propriedades vizinhas, incluindo uma grande área de tabuleiro plano ao sul do rio que dava nome à propriedade, distante 18 quilômetros de Natal. A área era conhecida como "a planície de Parnamirim" e fazia parte do Engenho Cajupiranga.


Em 1927, o português Manuel Machado passou a ser o novo dono das terras do Engenho Pitimbu, que se estendiam dos limites com os Guarapes, Macaíba, ao norte, e as terras do Engenho Cajupiranga, ao sul. Ele adquiriu fazendas, sítios, engenhos e terras férteis, mas também áreas extensas e desabitadas. Com a posse das terras não esperava ganhar nenhum título nobiliárquico, mas apenas que a cidade crescesse e exigisse novos espaços para moradias.

No entanto foi em meio à aventura dos pioneiros da aviação civil que Parnamirim nasceu. Em 1927, foram abertas diversas rotas aéreas no Brasil. Para isso, foram escolhidas algumas áreas ao longo dessas rotas a fim de que se pudesse ser instalada uma rede de aeroportos.

Dessa forma, a Compagnie Generale Aéropostale - CGA (antiga Compagnie Générale d´Entreprise Aéronautique - CGEA) instalou o campo de pouso (para ser a cabeça da linha transatlântica na América do Sul) numa área doada pelo então dono da maior parte das terras pertencentes ao "município", o comerciante Manuel Machado, que contava com a imediata valorização do restante da sua propriedade.

Nesse mesmo período, foi construída "uma estrada de rodagem, ligando Natal ao campo de aviação em Pitimbu", facilitando, assim, a instalação da Aéropostale no Estado. Essa estrada, na verdade, era uma estrada carroçável que saía do caminho que levava ao porto dos Guarapes, em Macaíba, passava pelo engenho Pitimbu e acompanhava a linha férrea Natal/Nova Cruz, até o novo campo.


Nos anos seguintes, com a expansão das atividades da Aéropostale, que viria a ser absorvida em outubro de 1933 pela Air France, Manuel Machado vendeu novos pedaços de terra para a ampliação do "aeroporto de Parnamirim".

Em 1933, a Air France absorveu todas as companhias privadas de aviação civil. Novos investimentos foram feitos no campo e a companhia estatal francesa transferiu os hangares e demais instalações para o outro lado da pista de pouso, onde hoje estão as instalações da Base Aérea de Natal. A partir daí, ficou reconhecida a importância de Parnamirim para o desenvolvimento da aviação internacional.

Com o desenrolar da Segunda Guerra Mundial, o governo Vargas se viu forçado a assinar um acordo de defesa mútua (julho de 1941), ceder as áreas para a instalação de bases norte-americanas no Nordeste (outubro de 1941), romper relações diplomáticas com a Alemanha, Itália e Japão (janeiro de 1942) e, por fim, em 22 de agosto, declarar guerra aos países do Eixo. A construção das bases naval e aérea, em Natal, seria fruto desses acordos.

Para manter as aparências da participação conjunta nos esforços de guerra e salvar a auto-estima brasileira, o governo criou por decreto a Base Aérea de Natal, que daria o impulso decisivo para o surgimento da cidade de Parnamirim. A pista de pouso das companhias comerciais dividia ao meio o campo de Parnamirim. Os brasileiros ficaram com o lado oeste, onde já estavam as instalações da Air France e da companhia de aviação italiana (LATI), desativadas desde o início da guerra na Europa. Eram instalações modestas demais para atender o esforço de guerra dos aliados e os americanos preferiram ocupar o lado leste. Lá, eles estavam construindo um novo campo, a Base Leste: Parnamirim Field, o maior campo de aviação e base de operações militares que os Estados Unidos viria a ter, durante a Segunda Guerra, fora do seu território.

Em termos estratégicos, Parnamirim Field foi a base de um triângulo que apontava para o "teatro de operações" (o norte da África e o sul da Europa), onde a sorte dos aliados contra os nazistas estava sendo lançada. Este triângulo era identificado nos mapas estratégicos norte-americanos como Trampoline of Victory.

Somente em outubro de 1946, dezessete meses após a rendição da Alemanha, a Base Leste foi entregue a Força Aérea Brasileira. No mesmo ano foi inaugurada a Estação de Passageiros da Base Aérea de Natal, elevada à condição de Aeroporto Internacional Augusto Severo, em 1951.

Para não deixar o Brasil por fora dos conhecimentos tecnológicos que a corrida espacial certamente traria à humanidade, o presidente Jânio Quadros criou a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CNAE). Como conseqüência, em 12 de outubro de 1965, o Ministério da Aeronáutica oficializou a criação do Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno (CLBI), instalado em área do município de Parnamirim, e que nos dez anos seguintes, deu a Natal a fama de "Capital Espacial do Brasil", desenvolvendo vários projetos internacionais em parceria com a NASA. Um dos motivos que levar am à escolha do Nordeste para a instalação de uma base brasileira de lançamento de foguetes já é conhecido e comprovado pela sua posição estratégica em relação ao tráfego aéreo entre a Europa, Norte da África e Estados Unidos.

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Todo mundo quer ir para Hollywood


Conhecida como a capital mundial do cinema, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre onde fica Hollywood, e muitas pessoas acham que Hollywood fica em Nova York. Ademais, além de não saber onde fica Hollywood, muitas das pessoas não têm a mínima noção de que Hollywood não é uma cidade! Você sabia disso? 

E pensando em te ajudar a entender melhor sobre uma das mais famosas produções de cinema do mundo, vamos te mostrar onde fica Hollywood e o que fazer por lá. 

Onde fica Hollywood?

Hollywood fica localizada em um distrito da região central de Los Angeles, Califórnia. Além disso, como falamos mais acima, Hollywood não é considerada uma cidade!

Dessa forma, sendo um distrito de Los Angeles e localizado no estado da Califórnia, Hollywood ficou famosa por ser um grande polo da indústria cinematográfica. Conhecida por suas palmeiras e clima ensolarado, a capital mundial do cinema tem o verão nos meses de junho, julho e agosto, marcando a alta temporada na cidade. 


O que fazer em Hollywood?

O que fazer em Hollywood é outra pergunta muito feita por viajantes e turistas de todas as partes. Muitos não conhecem os melhores pontos turísticos de onde fica Hollywood. Então aqui te mostramos o que fazer em Hollywood e algumas das principais atrações para visitar:

Calçada da Fama;

Letreiro de Hollywood; 

Museu de Cera Madame Tussauds de Hollywood;

The Hollywood Museum.

Calçada da Fama

Não é nem preciso dizer que a Calçada da Fama é um dos pontos turísticos mais clássicos e conhecidos em Los Angeles e não pode ficar de fora do seu roteiro. Dessa forma, a calçada possui quase 3 km e mostra mais de 2.500 estrelas que fazem uma homenagem às grandes personalidades da tv, cinema, teatro e da música. 

Sendo assim, veja alguns dos nomes mais famosos marcados na calçada da fama são: 

Elvis Presley, Michael Jackson, Britney Spears, Charlie Chaplin, Jodie Foster, Paul McCartney, Johnny Depp, Christina Aguilera, Marilyn Monroe entre outros artistas de peso.

Letreiro de Hollywood

Se você não sabe o que fazer em Los Angeles, a placa de Hollywood é outro ponto turístico icônico que não pode ficar de fora. Desse modo, a placa fica em uma propriedade particular, mas através de uma trilha é possível chegar bem pertinho dela e tirar fotos incríveis. 

Museu de Cera Madame Tussauds de Hollywood

Aberto de domingo a quinta das 11h às 18h, o Madame Tussauds é o museu de cera mais famoso do mundo! Além disso, ele conta com uma grande exposição com mais de 100 bonecos de artistas de Hollywood feitos de cera representando a essência da capital do cinema. 

The Hollywood Museum

Este é um Museu com muitas fotos, figurinos, peças e artigos utilizados em filmes famosos de Hollywood. Ao todo são mais de dez mil peças expostas no museu. Uma curiosidade muito interessante sobre esse museu é que há um andar inteiro dedicado ao filme Silêncio dos Inocentes, com Jodie Foster e Anthony Hopkins como protagonistas.

Existem milhares de opções para quem deseja aproveitar sua estadia na região onde fica Hollywood! Aqui, demos apenas algumas dicas do que fazer e visitar! 

E você já decidiu a primeira coisa que vai fazer quando visitar Los Angeles?

Depois de descobrir onde fica Hollywood ficou mais fácil, não é mesmo? 

domingo, 30 de abril de 2023

Natal/RN lidera os dez destinos mais procurados pelo turismo brasileiro

Natal, capital do Rio Grande do Norte, está entre os dez destinos mais procurados pelo turismo brasileiro e internacional.

Sol, mar, diversão e pé na areia têm sido o desejo de milhares de turistas mundial, principalmente no verão, com a retomada do turismo após a crise da pandemia.

Com um cenário diverso, com paisagens naturais, Natal figura em #1, essa semana, no topo da mais recente pesquisa de viagem da plataforma brasileira Buson, de busca de passagens.

Segundo a pesquisa, Natal e Fortaleza (CE), respectivamente, lideram o ranking das cidades mais procuradas para viagens em 2023, seguidas pelas também cidades de praia, Ubatuba (SP), Florianópolis (SC), Matinhos (PR) e Guarujá (SP). Completam a lista Morretes (PR), Ilhabela (SP), Paraty (RJ) e Bertioga (SP).

Os dados apontam que a alta procura acontece principalmente durante os feriados, quando a Cidade do Sol apresenta um variado leque de atrações em sua agenda, com apoio dos maiores hotés e resorts da Via Costeira, Ponta Negra e Praia do Meio, somando-se as atrações das cidades litorâneas Tibau do Sul, onde temos a Praia de Pipa, famosa mundialmente, Genipabú, cenário de novelas como Tieta e O CloneMaracajaú, o caribé brasileiro, e Touros.

O titular da Secretaria Municipal do Turismo de Natal, Fernando Fernandes disse que esse número é resultado de um trabalho feito a várias mãos. 

Natal se preparou para a retomada das atividades turísticas em 2023 com trabalho intenso de divulgação do poder público em parceria com entidades do turismo, como ABIH e Receptivos, além das instituições como Fecomércio, Sebrae e Fiern na preparação do Turismo Seguro, do qual Natal é exemplo. O resultado é um turístico muito bom, com destaque para a alta temporada”, pontuou. 

Segundo o secretário, os números de ocupação estão acima de 86%.

O gestor destacou ainda que Natal tem muitos atrativos além da geografia e belezas naturais, que a faz ser sucesso entre todo mundo. “Uma das vantagens de Natal com relação a outras cidades vizinhas é a quantidade e diversidade de hotéis. O turista que vem para Natal tem onde se hospedar. Desde hotéis seis estrelas a pequenas pousadas e pequenos hotéis, um leque de quase 27 mil leitos. Somos a maior cidade nordestina em leitos hoteleiros disponíveis”. 


ATRATIVOS

A maior parte do turista que chega a Natal busca praias, sol e gastronomia. A orla urbana de Ponta Negra, onde se concentram  grande parte de bares e restaurantes, é um dos locais mais movimentados. A Zona Sul teve um investimento da Prefeitura na requalificação da avenida Praia de Ponta Negra, com quase 1 km de alameda e melhorias paisagísticas.

A cidade também possui passeios pelo Rio Potengi e o Centro Histórico recuperado, com destaque para o Beco da Lama e Espaço Ruy Pereira. “Esses espaços valorizam o turismo histórico e cultural, também podemos incluir a abertura dos equipamentos como a Pinacoteca e a Fortaleza dos Reis Magos”.

quarta-feira, 26 de abril de 2023

CONHECENDO O BAIRRO | Cidade da Esperança, Natal (RN)


O bairro Cidade da Esperança está localizado na Zona Oeste de Natal, no Rio Grande do Norte, e é o primeiro conjunto habitacional da cidade, construído na década de 1960, pelo então Governador Aluízio Alves. A construção do conjunto foi uma experiência pioneira na América Latina, transformando-se em modelo de habitação popular. O bairro, com mais de 50 anos de história, leva em seu nome a propaganda política da oligarquia Alves, interesse estrangeiro, e as demandas da sociedade do período. 

As demandas sociais relacionavam-se com o crescimento populacional, decorrente de migrações constantes das cidades do interior para a capital, combinada à especulação imobiliária e às reivindicações por moradias. Em termos políticos, o nome do bairro, por exemplo, faz referência direta às campanhas de Aluízio Alves e seu jingle “Marcha da Esperança”, com objetivo de vincular o empreendimento à gestão do governo. 


Em relação aos interesses estrangeiros, o bairro foi construído com recursos nacionais, vindos da SUDENE e internacional, assegurado pelos Estados Unidos através do programa “Aliança para o progresso”. Esse programa visava investir em países subdesenvolvidos com o intuito de conter a suposta ameaça comunista na América Latina.